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4 de janeiro de 2017 - 10h21

Rússia: coalizão dos EUA destrói infraestrutura síria desde 2012


   
"O atual chefe da Agência Central de Inteligência (CIA) dos EUA, Brennan, está bem ciente do fato que, muito antes do início da campanha russa, a coalizão internacional tem destruído sistematicamente a infraestrutura econômica da Síria para enfraquecer o governo legítimo o mais rápido possível, apesar do fardo que representa para civis, resultando em milhões de refugiados", destacou Konashenkov.

A declaração do Ministério da Defesa russo acontece depois de John Brennan ter acusado Moscou de usar a "política de terra queimada" na Síria.

"Surpreendentemente, a coalizão não atacou instalações petrolíferas capturadas pelo Daesh que permitiram aos terroristas ganhar dezenas de milhões de dólares por mês através do comércio ilegal de petróleo e recrutar mercenários por todo o mundo", frisou Konashenkov.

"Mais tarde ou mais cedo alguém vai ser responsabilizado. É por isso que a tentativa do Sr. Brennan de atenuar o golpe dificilmente ajudará. John Brennan compreende bem os resultados reais das ações russas na Síria", afirmou o porta-voz russo.

Graças às ações da Força Aeroespacial russa, mais de 12 mil quilômetros quadrados e 499 povoações na Síria foram libertados e 35 mil militantes, incluindo 204 comandantes, foram eliminados.

"Mas o principal resultado foi que, sem a administração cessante dos EUA, sem a CIA, foi assinado um acordo de cessar-fogo em 30 de dezembro", ressaltou Konashenkov.

Washington e Moscou têm efetuado operações militares contra terroristas no país devastado pela guerra. A coalizão internacional liderada pelos EUA, composta por mais de 60 membros, tem realizado ataques aéreos contra alvos do Daesh no Iraque e na Síria desde agosto e setembro de 2014, respectivamente. A Rússia iniciou sua própria operação militar em 2015 a pedido do presidente sírio Bashar Assad.

Os militares russos deram início a várias tréguas nos combates terrestres. A última entrou em vigor no final de dezembro e, segundo se espera, resultará em negociações de paz entre o governo sírio e a chamada oposição moderada.


Fonte: Sputnik 

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