Cultura

4 de janeiro de 2017 - 8h29

Aos 50, "Cem Anos de Solidão'" terá leitura coletiva na Colômbia


Reprodução
   
Os interessados em fazer parte desse grupo, ao lado de escritores convidados, deverão contar aos organizadores qual é sua principal recordação vinculada à leitura do livro do escritor colombiano. A convocação estará aberta a partir da próxima segunda-feira (9) – as consideradas 20 melhores serão selecionadas e anunciadas, no dia 13, no site da Fundação Gabriel García Márquez para o Novo Jornalismo Ibero-americano (FNPI, na sigla em espanhol): www.fnpi.org.

"Meio século transcorreu desde o dia em que Gabo e Mercedes (Barcha, mulher do escritor) foram ao correio na Cidade do México com um pacote de 590 cuartillas (o equivalente, aqui, a laudas, papéis com espaço definido) escritas em máquina. O destino: Buenos Aires, Argentina; o conteúdo: 'um vallenato de 350 páginas' ou, como se conheceria mais tarde, Cem Anos de Solidão", diz a FNPI – vallenato é um gênero musical popular. A entidade acrescenta que, nesse período, a história de Macondo, a cidade criada por Gabo, e da família Buendía chegou a mais de 30 milhões de pessoas em 35 idiomas.

Organizado pela fundação e pelo Hay Festival, o evento chama-se "O prazer de ler Cem Anos de Solidão", com apoio da Câmara de Comércio de Cartagena e do Ministério das Relações Exteriores da Colômbia. A leitura será feita na Casa do Marquês de Valdehoyos, uma mansão construída em 1765 no centro histórico da cidade, hoje pertencente à Chancelaria, citada na obra de Gabo e usada como cenário em filmes. A leitura integra a programação da 12ª edição do Hay Festival Cartagena das Índias, com eventos de literatura, música, jornalismo, cinema e outros temas.

Nascido em Aracataca, a mais de 200 quilômetros de Cartagena, García Márquez completaria 90 anos em março. Ele morreu em 2014, aos 87. Em 1982, ganhou o Prêmio Nobel de Literatura.


Fonbte: RBA

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