Economia

27 de dezembro de 2016 - 17h18

Índice de Confiança de Serviços fecha dezembro com terceira queda


O índice segue em tendência de queda e o fraco desempenho deve prosseguir no início do próximo ano.  O índice segue em tendência de queda e o fraco desempenho deve prosseguir no início do próximo ano. 
Segundo o economista da FGV, Silvio Sales, o índice segue em tendência de queda e o fraco desempenho deve prosseguir no início do próximo ano. “As empresas do setor de serviços seguem no movimento de revisão, para baixo, das expectativas sobre a evolução dos negócios no curto prazo”, disse.

A Sondagem do Setor de Serviços levanta de forma sistemática informações sobre este segmento, que responde por mais de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro (a soma de todas as riquezas produzidas no país) .

Negócios em queda

Os dados divulgados pela FGV indicam que das 13 atividades pesquisadas no setor de serviços, nove apresentaram queda da confiança em dezembro. O Índice de Situação Atual (ISA-S) caiu 0,7 ponto, chegando a 70,2 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) recuou 2,9 pontos, para 81,6 pontos.

A maior contribuição para a variação do Índice da Situação Atual veio novamente da percepção da Situação Atual dos Negócios, que caiu 1,3 ponto, para 69,7 pontos. Já entre os indicadores integrantes do Índice de Expectativas, o destaque negativo foi o de Tendência dos Negócios para os seis meses seguintes, que recuou 3,8 pontos, para 83,1 pontos.

Quebra do otimismo

A queda de confiança no quarto trimestre interrompe o crescimento constante registrado no ICS no segundo e no terceiro trimestres. “Entre o primeiro e o terceiro trimestres, o ICS avançou 9,4 pontos, com as expectativas acumulando 16,8 pontos, contra apenas 1,9 ponto de aumento do ISA-S”, diz a publicação da FGV.

O estudo destaca, ainda, que ao longo do ano, as avaliações das empresas sobre a situação corrente permaneceram em patamares muito baixos, embasadas em uma percepção mais realista sobre a evolução dos negócios. “O ajuste para baixo das expectativas sugere que o setor demorará mais tempo que se previa anteriormente para retornar ao crescimento”, concluiu a publicação. 


Fonte: Agência Brasil 

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