Movimentos

27 de dezembro de 2016 - 14h47

Acumular força, confiar na luta, defender a democracia 


   
Por um lado, pela pujança do movimento estudantil secundarista no #ocupeescola e dos estudantes universitários, do movimento dos artistas, das mulheres, de trabalhadires do campo e da cidade, de vários coletivos de profissionais liberais, de jornalistas e do resurgimento das “comunidades eclesiais de base” , agora com a denominação de “cristãos de esquerda”, “cristãos pelo direito de decidir”, “povo de Deus” ou outros denominações de coletivos cristãos progressistas.

Por outro lado, assistimos, neste úitimo trimestre do ano, o desgaste acachapante do golpista traidor Temer, que tem pavor de aparecer em espaços coletivos, temento ser vaiado, além de ser avaliado como o pior presidente da história, com apenas 8% de aprovação.

Quase uma dezena de seus ministros teve que ser demitida por envolvimento com falcatruas ou corrupção, a economia está em pandarecos, o desemprego bate à porta de milhares de trabalhadores, a revolta surda, causada por retirada de direitos, está fermentando, os meios de comunicação golpistas acumulam descréditos e a perseguição desenfreada e inescrupulosa dos Moros e Dallanhois ao ex-presidente Lula põe a nú o Savanarola Tupiniquim e seus sequazes, que transformaram uma operação de combate à corrupção, que poderia estabelecer novo patamar na relação público-privado, num instrumento de perseguição politica seletiva e numa quebra das regras democráticas constitucionais.  A vida também não está tão facil para os golpistas e reacionários.

Apesar de tudo, acumulamos força, particularmente pelo despertar de consciências em muitos segmentos que estavam adormecidos ou com os olhos empanados pela propaganda mentirosa e fascistoide de vários orgãos de comunicação, com destaque para a rede globo.

O ano de 2017 será de luta, sem nenhuma dúvida. A tática de fustigar os golpistas no parlamento, nas ruas e nos locais de trabalho, usando criativamente todo e qualquer meio de comunicação e de luta, deve ser intenso e permanente. As palavras de ordem que se impõem como norteadoras de nossas ações e de nossa busca de unidade devem ser, entre outras: “nenhum direito a menos” e “diretas, já”. Não podemos dar tregua ao usurpador e traidor e nem aceitar um presidente eleito exclusivamente por este Congresso venal, num processo semelhante à Ditadura Militar, de eleiçoes indiretas, sem o voto popular.

Resistir é preciso, acumular força na unidade de ação, lutar pela democracia, por nossos direitos, pelo futuro de nossos filhos e netos, pela vida digna para todos.
 


*É médico sanitarista, escritor, ex-secretário da saúde de Fortaleza e um dos coordenadores do Movimento Médicos pela Democracia

Opiniões aqui expressas não refletem necessariamente a opinião do portal Vermelho 

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