Brasil

14 de outubro de 2016 - 11h21

PCdoB declara apoio a Marquinhos em Campo Grande

Direção municipal e comissão política estadual do PCdoB declaram posição no segundo turno em Campo Grande-MS Direção municipal e comissão política estadual do PCdoB declaram posição no segundo turno em Campo Grande-MS

A direção municipal do PCdoB-Campo Grande, em conjunto com a comissão política em MS, lançou nota de apoio ao candidato do PSD, Marquinhos Trad, à prefeitura de Campo Grande. O documento afirma que a decisão se deu pela leitura política do momento, “em que uma força tenta impor seu poderio e seu projeto retrógrado a qualquer custo”.

Os comunistas dizem não ter dúvida de que o PSDB é hoje, no país e no estado, o principal representante de um modelo privatista, elitista, retrógrado e atentatório aos direitos do povo. A nota afirma que o projeto de poder hegemonista dessa força no estado é descomunal e, sem contraposição, representa uma ameaça.

Voto e democracia

Na análise, o PCdoB considera a legitimidade de quem, no campo à esquerda, não manifesta apoio a nenhuma das candidaturas ou defende o voto nulo, mas ressalta que o partido sempre lutou pela democracia, que exige o respeito à vontade dos eleitores, e o sinal mais concreto desse respeito é ter posição na disputa final.

Também afirma que o apoio não é alinhamento ideológico ou político ao projeto do partido do candidato, muito menos se dá em função de promessa de cargos: ratifica que se trata de um voto contra-hegemônico e vislumbra o futuro da cidade, que precisa de um entendimento mínimo capaz de superar o período conturbado dos últimos anos.

Compromissos

Em razão disso, uma das condições para o apoio foram os compromissos, expressos em uma carta, que abordam questões como instrumentos de participação popular nas decisões, respeito a movimentos e valorização dos servidores públicos; promoção dos direitos da juventude, mulheres, LGBT, negros, índios e pessoas com deficiência.

Gestão transparente; política habitacional e regularização fundiária; educação com foco na qualidade e na democracia, intregralização do piso do magistério para 20 horas semanais e eleição direta para diretores e adjuntos, além de combate à privatização e terceirização da saúde, entre outros, são itens da carta.

Luta nacional e local

Por fim, o documento diz que o partido segue, junto aos movimentos sociais, na construção da unidade das forças políticas e sociais “pelo direito à cidade, contra o governo golpista de Temer”, que acelera a agenda antidemocrática, antinacional e antissocial no Congresso, apontando como exemplos a retirada da Petrobrás como operadora única do pré-sal e a PEC 241/2016, que interrompe investimentos sociais por 20 anos, reduz recursos para saúde, educação e assistência social.

Entendendo a abrangência desse projeto de desmonte nacional, a nota comunista finaliza afirmando: “Ajudaremos, também, a construir a oposição ao governo de Reinaldo Azambuja (PSDB) e à sua política regressiva, buscando descortinar novos caminhos para Mato Grosso do Sul.”

 

De Campo Grande, Ana Cláudia Salomão

 

 



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