El Salvador condena “golpe suave” e pode reavaliar relações com Brasil

 O presidente de El Salvador, Salvador Sánchez Cerén, garantiu neste sábado (3) que está disposto a reavaliar a relação diplomática com o Brasil, depois do golpe que destituiu Dilma Rousseff da presidência da República.

Salvador Sánchez Cerén - Efe

"Estamos acompanhando o que está acontecendo no Brasil, para poder dar outros passos. Estamos dispostos a outros passos, porque não vamos permitir que na América Latina se imponha uma modalidade de golpes suaves para destituir governos que foram eleitos democraticamente", afirmou o chefe de Estado.

Sánchez Cerén, no entanto, não detalhou quais seriam as medidas tomadas, que podem incluir a chamada para consultas do embaixador no país ou até o rompimento unilateral de relações.

O presidente salvadorenho lamentou a decisão dos senadores brasileiros, já que "não se comprovou a responsabilidade criminal" da presidenta eleita, que deu lugar para o vice, Michel Temer.

"Esse processo atenta contra a estabilidade democrática e contra os avanços políticos da região", lamentou Sánchez Cerén.