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5 de setembro de 2016 - 14h48

Sindical mundial condena golpe e denuncia medidas contra o trabalhador


Industriall condena golpe para a democracia no Brasil Industriall condena golpe para a democracia no Brasil
A federação foi fundada em Copenhague, na Dinamarca em 2012 e representa mais de 50 milhões de pessoas que trabalham em mais de 140 países, através das cadeias de abastecimento nos setores de mineração e energia.

Segundo diz o presidente da IndustriALL, Berthold Huber, em nota, "a votação no Senado brasileiro que aprovou o impeachment da presidenta Dilma Rousseff estabeleceu um precedente perigoso de desrespeito à democracia".

No manifesto, a federação sindical, ressalta que desde o afastamento da presidenta Dilma Rousseff, em maio deste ano, que a IndustriALL vem denunciando que o impeachment significava um golpe à soberania do país, por ignorar a vontade popular decidida nas urnas.

A IndustriALL critica também o "governo de transição" que realiza medidas que prejudicam os direitos dos trabalhadores e os direitos sociais conquistados nos últimos anos. 

Segue abaixo a íntegra do manifesto divulgado na última sexta-feira (3):

IndustriALL condena golpe para a democracia no Brasil

IndustriALL Global Union condena o golpe à democracia no Brasil realizada em 31 de agosto. O Senado brasileiro que depôs a presidente Dilma Rousseff sem comprovação de crime de responsabilidade, se fez de surdo ao apoio do povo e dos trabalhadores.

"Condenamos este golpe para a democracia no Brasil, o que significa o desmantelamento das instituições nacionais e regionais para o benefício dos povos e o desenvolvimento das nações", disse o secretário regional da IndustriALL, Jorge Almeida.

O Brasil tem sido palco de eventos políticos dramáticos acompanhados por uma crise econômica que tem um forte impacto sobre os trabalhadores. A presidente Dilma Rousseff, reeleita por 54 milhões de pessoas em 2014, foi oficialmente afastada do cargo em 31 de agosto depois de um processo ilegítimo de impeachment.

Desde 12 de maio, quando começou o processo, afiliadas da Industriall no Brasil e trabalhadores em todo o mundo externaram contra o ataque à democracia. E que sua retirada do cargo iria significar um "golpe" por ignorar a vontade da soberania nacional.

O presidente da IndustriALL, Berthold Huber disse que "a votação no Senado brasileiro que aprovou o impeachment da presidenta Dilma Rousseff estabeleceu um precedente perigoso de desrespeito à democracia".

Enquanto isso, o Comitê Executivo aprovou em 12 de maio em Frankfurt, Alemanha , uma resolução na qual expressou a sua solidariedade com o povo brasileiro, e rejeitou fortemente o golpe no país.

O governo de transição começou a promover medidas de forma a prejudicar os direitos dos trabalhadores, tirando ganhos que obtiveram nos últimos anos de luta. Leis promovem a flexibilidade nas relações de trabalho, eles atacam o atual sistema de previdência e justificam a terceirização.

A IndustriALL deseja expressar a sua solidariedade com os trabalhadores, e rejeitam o golpe à democracia. E apoia fortemente à luta para que não haja retrocesso para o trabalhador e os direitos sociais.


Do Portal Vermelho, Eliz Brandão

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