Mundo

12 de julho de 2016 - 17h28

Militar que vazou crimes dos EUA para WikiLeaks tenta suicídio


Cartazes espalhados nos EUA pedem a libertação de Chelsea Manning
Segundo os advogados, os militares norte-americanos cometeram uma violação séria ao contar aos jornalistas sobre o estado de saúde da reclusa, violando a lei da privacidade.

De acordo com Nancy Hollander, uma das advogadas de Manning, a equipe de defesa ficou "chocada e irritada" por a informação sobre o suicídio ter passado à mídia.

Em agosto de 2013 Chelsea Manning, naquela altura conhecida como o soldado Bradley Manning, foi condenada a 35 anos de prisão por ter passado ao Wikileaks 700 mil documentos secretos sobre os crimes dos militares norte-americanos no Afeganistão e no Iraque, quando trabalhava com informações confidenciais durante a guerra no Iraque. Ela foi condenada como homem, mas logo na prisão começou a viver como mulher.

Pela primeira vez na história das Forças Armadas dos EUA, Manning foi autorizada a realizar um curso de terapia hormonal para se tornar mulher quando estava na prisão na base militar de Fort Leavenworth. O tribunal do Estado de Kansas permitiu-o mudar de identidade para Chelsea Elizabeth e o tribunal militar de apelação em Washington reconheceu o soldado Bradley Manning como mulher.

Em maio, Manning apelou da sentença, chamando-a de "extraordinariamente injusta" em comparação com outras pessoas que cometeram o mesmo tipo de crime.


Fonte: Sputnik

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