Brasil

2 de julho de 2016 - 9h03

Líder do PCdoB rememora luta dos baianos pela independência do Brasil 


Sindsaúde-BA
Neste sábado - 2 de julho, a população baiana ocupa as ruas do Centro Histórico de Salvador, em uma das manifestações populares mais bonitas, autênticas e originais.   Neste sábado - 2 de julho, a população baiana ocupa as ruas do Centro Histórico de Salvador, em uma das manifestações populares mais bonitas, autênticas e originais.  
O cortejo deste sábado, que acontece em dois momentos, um pela manhã e outro à tarde, segue atrás de um dos ícones das lutas do Dois de Julho, “o caboclo e a cabocla”, que adentram a cidade, sob aplausos e alegria.

“É um momento de demonstração e força da vida política dos baianos. São muitas bandeiras, e ideias, que se apresentam para a cidade, em diversas formas e cores. É uma verdadeira festa”, contou o deputado, que seguiu sua fala com a leitura de estrofes do Hino da Bahia, que demonstra a importância da data para o estado e o Brasil:

Nasce o sol a 2 de julho
Brilha mais que no primeiro
É sinal que neste dia
Até o sol, até o sol é brasileiro

Nunca mais, nunca mais o despotismo
Regerá, regerá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros, brasileiros corações

O deputado lembrou ainda a importância do município de Cachoeira para este período histórico. “Diante disso, pelo 9º ano consecutivo, a sede do governo da Bahia é transferida para cidade. O ato aconteceu no último sábado (25). A cerimônia contou com honras militares e desfile cívico.

As comemorações continuam por toda a semana na cidade e seguem até o sábado (2), quando os olhares se voltam a Salvador, que teve como palco das batalhas os bairros de Pirajá, Liberdade, Lapinha, Brotas, Itapuan e todo o Centro Histórico.

Atos heroicos


“Fatos marcantes como os atos heroicos da abadessa Sóror Joana Angélica, que morreu em defesa de suas convicções religiosas e contra arbitrariedades dos soldados portugueses; Maria Quitéria de Jesus, que se disfarçou entre os soldados, para lutar em defesa dos brasileiros”, relembrou Daniel Almeida.

“Citei estes dois nomes, mas poderia citar tantos outros heróis anônimos que deram o sangue para libertar o Brasil do laço colonial português. Todos eles relembrados vivamente na memória dos baianos que ocuparão as ruas de Salvador, neste sábado, mantendo vivo na memória dos soteropolitanos – baianos – brasileiros, tão grandiosa história de bravura e coragem do nosso povo”, afirmou.

Contra a dominação

O parlamentar rememorou, em seu discurso, todos os fatos históricos que culminaram com a independência da Bahia no dia dois de julho de 1823. As batalhas que tornaram a conquista possível começaram bem antes dessa data. A primeira das lutas oficiais aconteceu no dia 25 de junho de 1822, em Cachoeira, na região do Recôncavo, mas mesmo antes disso o povo já se mobilizava contra a dominação portuguesa.

“O desejo do povo brasileiro de romper com os portugueses, que já existia, se fortaleceu a partir do momento em que o rei de Portugal, D. João VI, afastou o brasileiro Manoel Guimarães do comando da capital da Bahia e colocou no lugar um general português, Inácio Luís Madeira de Melo. Estas são informações do professor e historiador Sérgio Guerra, um dos estudiosos da data. Segundo ele, a população baiana já não aceitava mais o poder da Coroa”, relatou o parlamentar.

Exército de comuns

A primeira cidade a declarar D. Pedro como "defensor perpétuo do Brasil independente", o que significava não obedecer mais ao rei de Portugal, foi Santo Amaro da Purificação, também no Recôncavo. A partir daí, outras localidades, como São Félix e São Francisco do Conde, fizeram o mesmo. Entre elas, Cachoeira, a mais importante do Recôncavo naquela época.

Foi Cachoeira que sediou o quartel das tropas brasileiras, que chegaram a ter mais de 13 mil combatentes, entre os quais Maria Quitéria. Esse exército era formado por pessoas comuns, que improvisavam armas artesanais para enfrentar os inimigos, e mesmo sem a mesma estrutura portuguesa, conseguiu a vitória mais de um ano depois de iniciado o confronto. O povo conhecia bem a região e os portugueses não. Isso facilitava a logística e a organização do combate.

Até chegar o Dois de Julho, data da fuga do exército do brigadeiro Madeira de Mello, chefe das tropas portuguesas, e de comerciantes portugueses para Portugal, muitos foram as batalhas e tensões que rodeavam a Bahia. A batalha decisiva foi a de Pirajá, no subúrbio de Salvador. Em Dois de Julho de 1823, as tropas brasileiras entraram em Salvador e garantiram a vitória. 


De Brasília
Márcia Xavier 

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