Brasil

17 de abril de 2016 - 11h35

Polícia impede entrada na Câmara de pessoas não-autorizadas por Cunha 


O deputado denunciou que não foi dada autorização para os servidores da Casa, mas liberada a entrada de manifestantes pró-impeachment.  O deputado denunciou que não foi dada autorização para os servidores da Casa, mas liberada a entrada de manifestantes pró-impeachment. 
As visitações ao edifício foram suspensas e as entradas de funcionários e jornalistas estão sendo monitoradas por detetores de metal e aparelhos de raio-x.

"O sistema de raio-X busca impedir a entrada indevida de qualquer equipamento que possa gerar insegurança no Parlamento”, disse o diretor do Departamento de Polícia Legislativa (Depol) da Câmara, Paulo Marques.

O deputado Edmilson Rodrigues (Psol-PA), em discurso no plenário, denunciou que nem todos os gabinetes tiveram os dois crachás necessários para adentrar os recintos desta Casa, mesmo servidores de carreira.

“No entanto, eu afirmo a V.Exas. que acaba de ser dada ao Departamento de Polícia Legislativa — Depol ordem para que libere crachás para aqueles militantes não servidores que estão aqui para constranger a democracia e vilipendiar o direito de servidores concursados e de parlamentares contrários ao impeachment”, afirmou o parlamentar.

O mesmo deputado também percebeu que a TV Câmara está mudando o foco das câmeras de filmagem sempre que localize as plaquetas contra o golpe. “Espero que não seja ordem do Presidente Eduardo Cunha, espero que não seja autocensura dos trabalhadores concursados da TV Câmara, que percebendo o que está escrito nessas plaquetas, mudou o foco, a direção das câmeras, para impedir que o povo leia o combate a uma tentativa de agressão ao Estado de Direito”, disse o parlamentar, sendo aplaudido pelos demais.


De Brasília
Márcia Xavier 

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