Mundo

5 de fevereiro de 2016 - 16h24

Assange está detido de modo arbitrário, conclui painel da ONU


O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, segura cópia de documento da ONU que diz que ele foi "detido arbitrariamente" pela Suécia e pelo Reino
Segundo decisão do Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenções Arbitrárias, o fundador do WikiLeaks está nessa situação desde sua prisão em Londres, em 7 de dezembro de 2010.

Em uma declaração, exigiram às autoridades suecas e britânicas pôr fim à privação de liberdade de Assange, exilado por mais de três anos na embaixada equatoriana em Londres, vigiada por policiais britânicos que o prenderiam se deixar a sede diplomática, a partir de uma ordem de captura emitida pela Suécia, onde o acusam de violação.

Além disso, os especialistas pediram respeito à sua integridade física e liberdade de movimentação, e defenderam seu direito a uma compensação.

"Consideramos que as várias maneiras de privar Assange de liberdade constituem formas de detenção arbitrária", afirmou Seong-Phil Hong, que dirige o painel criado em 1991 pela então Comissão de Direitos Humanos da ONU, atual Conselho.

Na quinta, meios de imprensa e o próprio governo sueco haviam adiantado a decisão do grupo, que ainda que não tenha poder vinculante em suas decisões, elas se revestem de uma notável autoridade, a partir de seu apego às leis internacionais.

O WikiLeaks tem publicado por quase uma década milhares de documentos e imagens confidenciais, que ratificam os crimes dos Estados Unidos em sua agressão ao Afeganistão e Iraque, como o assassinato de civis por helicópteros Apache do Pentágono no país do Oriente Médio, em julho de 2007.

De acordo com o programador, essas denúncias explicam a cruzada contra ele, que se materializaria com sua entrega pela Suécia a Washington.

Em seu relatório do caso, o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenções Arbitrárias advertiu também que Assange está em uma situação ilegal pelo isolamento a que foi submetido na prisão britânica de Wandsworth e a pobre diligência da Promotoria sueca em suas investigações, "que tem levado a sua longa falta de liberdade".

A decisão dos especialistas baseia-se na violação por Londres e Estocolmo de artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos.

Fonte: Prensa Latina


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