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14 de dezembro de 2015 - 17h04

Baltasar Garzón celebra acordo entre Equador e Suécia sobre Assange


Reprodução
Assange, no início de seu asilo na embaixada do Equador em Londres Assange, no início de seu asilo na embaixada do Equador em Londres
O acordo recém assinado entre Equador e Suécia abre caminho à realização de um interrogatório na embaixada, onde o jornalista está refugiado há mais de três anos, ante o perigo de ser detido e deportado caso coloque os pés para fora da embaixada.

Em um comunicado divulgado em Madri, Garzón – que coordena a equipe de defesa de Assange – expressou sua satisfação de que "se respeitem os direitos do senhor Assange, algo que até agora era desconhecido por parte da Suécia e do Reino Unido".

O fundador do site WikiLeaks permanece asilado na embaixada de Quito em Londres, para evitar ser extraditado para a Suécia, onde ele é acusado de supostamente ter cometido delitos sexuais. Assange desmente a acusação e afirma que ela é uma desculpa para entregá-lo aos Estados Unidos, por causa dos vazamentos que seu site fez dos crimes de guerra cometidos pelos EUA.

Washington persegue o australiano depois que o WikiLeaks revelou milhares de documentos secretos que demonstram as violações cometidas pelo governo estadunidense em temas como as guerras e ocupações do Iraque e do Afeganistão.

No comunicado, Garzón lembra que desde o início Assange demonstrou disposição para colaborar com a investigação, mas a procuradoria de Estocolmo se negou reiteradamente a interrogá-lo na representação diplomática, o que manteve o processo paralisado durante anos.

De acordo com uma nota divulgada em Quito, o acordo garante, entre outras coisas, a aplicação e o respeito da legislação nacional e os princípios do direito internacional, particularmente os relativos aos Direitos Humanos.

Neste sentido, Garzón reiterou que a única aspiração de Assange é que reconheçam e respeitem seus direitos, o que até o momento não aconteceu.


Fonte: Prensa Latina

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