Novas provas do uso indevido de aeronaves agravam situação de Aécio

O deputado estadual Rogério Correia (PT-MG) protocolou nesta segunda-feira (23) novos documentos à representação sobre uso indevido de aeronaves oficiais do governo de Minas Gerais por parte do então governador Aécio Neves (PSDB).

Aécioporto: quando o tucano abaixou o bico

Ao mesmo tempo, nesta segunda-feira (23), o Conselho Superior do Ministério Público julgará o destino do inquérito do aeroporto de Cláudio, construído em terras do tio do senador tucano.

O inquérito sobre o caso foi instaurado em março de 2009, mas sua tramitação ficou paralisada por quatro anos. Em fevereiro de 2014, a Promotoria determinou o arquivamento dos autos, porém, com a série de denúncias ocorridas durante a campanha eleitoral de 2014 sobre o aeroporto de Cláudio, a própria Promotoria pediu a reabertura do processo.

Após uma série de diligências, foi novamente determinado o arquivamento dos autos do inquérito, agora englobando a pista de pouso no município de Montezuma, onde familiares do senador mantêm propriedades rurais em sua proximidade.

Enquanto isso, irregularidades em voos oficiais que Aécio realizava ou liberava a realização enquanto governador vêm sendo denunciadas pela imprensa.

De acordo com matéria do jornal Folha de S. Paulo com base em dados fornecidos pela Lei de Direito à Informação listou “empréstimos” de aeronaves de Minas que o senador realizou para pessoas de seu ciclo social, como o então dono do grupo Abril Roberto Civita, o apresentador da Globo Luciano Huck e o ex-presidente Fernado Henrique Cardoso.

Os atos infringem um decreto de 2005 que esclarece que as aeronaves do governo de Minas Gerais dispõem “ao transporte do governador, vice-governador, secretários de Estado, ao presidente da Assembleia Legislativa e outras autoridades públicas” e serve “para desempenho de atividades próprias dos serviços públicos”. Além disso, 110 das 1430 viagens listadas aconteceram com pouso ou decolagem em Cláudio.

O julgamento será composto por 11 membros, sendo dois natos, nomeados pelos ex-governadores Antônio Anastasia e Alberto Pinto Coelho, e por mais 9 membros eleitos pela classe.