Economia

10 de setembro de 2015 - 20h56

Agências de risco não têm credibilidade, erram muito, diz Sicsú


   

Sicsú lembrou que, em fevereiro de 2015, a Standard & Poor’s foi obrigada a pagar uma multa de US$ 1,37 bilhão às autoridades norte-americanas pelo papel que desempenhou na crise financeira de 2008. A agência avaliou os títulos subprime como extremamente seguros, “enganando” investidores, já que os papéis nada valiam. 

“As agências de rating não têm credibilidade, embora gerem muita turbulência. Inclusive essa foi uma das acusações das autoridades norte-americanas, que comprovaram que elas estimulam a turbulência em momentos de crise e pré-crise”, afimou. Segundo ele, a sociedade deveria desconsiderar tais classificações, embora o mercado financeiro as utilize para fazer especulação. 

“O Brasil de ontem, antes da nota da Standard & Poor’s, é o mesmo Brasil de hoje. Nada mudou, a não ser a nota, que na verdade não é real”, avaliou. Para Sicsú, as agências fazem parte de um movimento que inclui vários players que jogam no mercado financeiro. “E elas atuam para estimular esse jogo.”

O economista defende que o governo deve encarar as classificações das agências de rating com neutralidade, sejam as avaliações positivas ou negativas. “Infelizmente o governo comemora quando as agências dão notas elevadas, então sofre mais consequências quando é rebaixado. Se o governo não comemorasse, isso não viraria notícia”, concluiu. Ouça na Rádio Vermelho:


 Agências de rating não têm credibilidade, erram muito e devem ser desconsideradas, diz Sicsú


Da Rádio Vermelho

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