Brasil

28 de agosto de 2015 - 10h00

A crise econômica agrava as rebeliões raciais nos EUA, diz professor


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Francisco Carlos Teixeira da Silva Francisco Carlos Teixeira da Silva
Segundo Francisco, a crise econômica do capitalismo é muito individual em partes do mundo e vem mostrando maior agressividade na Europa, Rússia e países emergentes. No caso dos EUA, a sua economia tem apresentando sinais de recuperação positiva, embora os reflexos de superação não tenham refletido da geração de empregos e em novas moradias. O professor alerta que a crise e a ascensão dos negros em espaços que nunca ocuparam antes serviram para aumentar as rebeliões raciais no país. “Há muito tempo não se via nos EUA conflitos sociais dessa proporção e com tal intensidade. Há também uma grande hostilidade com a população hispânica, que vem conquistando cada vez mais espaço”, afirma.

Obama fracassou no combate ao racismo
Manifestante se posiciona em frente a policiais durante protesto contra a morte de Freddie Gray em Baltimore, Maryland, nos Estados Unidos Noah Scialon/EPA/Agência Brasil
O professor considera que não houve avanços no combate ao racismo, com o ingresso do primeiro presidente negro da história dos EUA à presidência do país. “Uma boa parte da elite negra estadunidense imaginou que apenas a presença de um negro na presidência da república, bastaria para servir de modelo antirracista. Isso, no mínimo, é uma ingenuidade, pois o preconceito está profundamente arraigado nas pessoas e instituições, como por exemplo, a polícia local que é extremamente violenta com negros e com a comunidade hispânica, ou seja: A vitória de Obama serviu para gerar um sentimento de rancor ao invés de um exemplo construtivo de combate ao racismo”, avalia.

Eleições presidenciais: Republicanos se superam no discurso conservador

Francisco considera que a ex-senadora e secretária de Estado, Hillary Clinton, seja a candidata mais forte entre os republicanos e democratas. “A candidata tem buscado o voto centrista e da centro direita, considerando que as alternativas dos republicanos são muito ruins, esses que, não excluem o retorno da família Bush à presidência, através do governador da Califórnia, Jeb Bush e o polêmico Donald Trump. Neste sentido, Hillary tem tomado o discurso centrista em relação a política de imigração e a tentativa de combate ao racismo”.
 
A esquerda estadunidense

O Partido Comunista dos Estados Unidos (CPUSA), fundando em 1919, conta com aproximadamente, 5 mil filados e possui uma contribuição histórica na sindicalização dos trabalhadores industriais. Segundo Francisco, o partido rechaça a política externa imperialista estadunidense. “Os comunistas avaliam que o governo americano é como se fosse uma grande oligarquia internacional de grandes financistas”, conclui.
Hillary Clinton e Jeb Bush (Foto-montagem: Stephen Crowley/NYTNS e Roberto Schmidt/AFP










Ouça a entrevista na íntegra na Rádio Vermelho:

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Por Laís Gouveia e Ramon de Castro, para a Rádio Vermelho

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