29 de junho de 2015 - 13h23

Luciana: Frente ampla propõe barrar complô golpista da direita


Ilustração: Andocides Bezerra
   
De acordo com a presidenta do PCdoB, estamos diante de uma estratégia que tem como único objetivo barrar os avanços. “Eles tentam a todo custo colocar a presidenta Dilma Rousseff nas cordas. Nesse mesmo sentido, vão os ataques orquestrados contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.

Ela reafirma que a direita, em especial o PSDB, não tem autoridade política. “Eles já governaram o Brasil e protagonizaram um capítulo triste de nossa história. Eles não possuem alternativa, o que oferecem é o retrocesso”, ressaltou ela ao se referir aos governos de tucanos durante a década de 1990.

Ao falar sobre a onda conservadora que invade todos os espaços da sociedade e tem sido germinada, inclusive, no Congresso Nacional, a líder comunista disse que em todo o seu tempo de militância nunca viu algo tão perverso. “Vivenciamos um ambiente de ódio de classe. De muito intolerância. A coação toma conta do debate político. Esse cenário nos convoca à responsabilidade, nos convoca a unir forças e lutar pelo avanço e contra as forças obscurantistas que colocam sua cabeça para fora nesse momento”.

“Então por que esses ataques?”, questionou a líder comunista. De acordo com Luciana Santos não há outro temor senão o da retomada do crescimento. “Daí os ataques ao símbolo de força do Brasil, a Petrobras; daí o discurso de que a economia está desgovernada; daí essa onda golpista que tem como principal aliado a mídia burguesa”.

Operação Lava Jato

Ao longo do programa a presidenta do PCdoB revela o que está por trás da operação Lava jato. E destaca que Sérgio Moro caiu no canto da sereia ao assumir o papel de “celebridade midiática”. Nesse ponto, a história se repete, não faz muito tempo o Brasil tinha um outro herói eleito pela mídia burguesa: Joaquim Barbosa.

“Está em curso no país um ataque brutal ao Estado Democrático de Direito. Paralelo a isso, denunciamos um movimento que tenta enfraquecer a economia nacional e dilapidar cada passo dado até aqui. Cito o caso da Operação Lava Jato, na aparência uma ação de combate à corrupção, porém, na essência tal operação deixa claro seu viés político. Não são poucos os questionamentos da validade das passos dados pelo juiz Sérgio Moro no mundo jurídico”, apontou.

Na oportunidade, ela taxou de “arbitrária” a medida aplicada às empresas Odebrecht e Andrade Gutierrez. “A peça jurídica aplicada contra essas empresas diz que elas ficam impedidas de participar do plano de concessões de logística e infraestrutura do país. Já que há perigo de corrupção”, relatou.

“Ora. Somos daqueles que lutam, há mais de nove décadas, contra a corrupção. Achamos que devem ser punidos corruptos e corruptores. Mas, o exposto acima mostra que a presunção da inocência foi transfigurada para a presunção da culpa. Essa é a essência da referida operação Lava Jato. Por um lado, ela ataca o Estado Democrático de Direito e, por outro, enfraquece a engenharia nacional. Quem ganha? As empresas estrangeiras. Quem perde? O conteúdo nacional”.

E completa: “Na atual quadra, a defesa do Estado Democrático de Direito se confunde com a defesa da economia nacional”.

Luciana Santos ainda avisou: “Para o PCdoB a palavra de ordem, que deverá unir os comunistas em luta, é a defesa do Estado Democrático de Direito e a defesa da economia nacional. Vivemos um tempo de brutal ofensiva da direita, que está contra o projeto que inauguramos em 2003. A firmeza nesse momento é a nossa maior aliada. Não temos dúvida que é necessário reafirmar nossa confiança na presidenta Dilma, bem como a defesa do papel de Lula nesses últimos 12 anos. Por isso, fortalecer uma frente ampla pelo Brasil nesse momento torna-se fundamental”.

Ouça íntegra do programa na Rádio Vermelho 


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