Cultura

2 de abril de 2015 - 9h24

Juca Ferreira defende o crescimento da “economia da cultura”


Janine Moraes
A economia da cultura passa pela economia dos museus e do patrimônio, associados a um uso contemporâneo A economia da cultura passa pela economia dos museus e do patrimônio, associados a um uso contemporâneo
"A economia da cultura passa pela economia dos museus e do patrimônio, associados a um uso contemporâneo", disse o ministro. "Investimentos, por exemplo, revitalização do centro de São Luís (Maranhão), mas é necessário um projeto econômico. A gente precisa ter projetos que vão além da preservação e recuperação de um casarão e investir em um projeto aliado a essa preservação."

Juca Ferreira fez essa avaliação nesta quarta-feira (01), durante a segunda reunião do Núcleo Estratégico do ministério. Os encontros mensais têm o objetivo de coordenar as ações do Sistema MinC, que é formado pelo ministério e suas entidades vinculadas, como Agência Nacional do Cinema (Ancine), Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Fundação Palmares, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Fundação Nacional das Artes (Funarte), Fundação Biblioteca Nacional e Fundação Casa de Rui Barbosa.

O ministro explicou que uma das alternativas para enfrentar a atual crise econômica no mundo (e que resvala no Brasil) é fortalecer a economia da cultura, que tem alto valor agregado e é democratizante. Para ele, as políticas culturais, de todas as áreas, devem incluir três segmentos: o desenvolvimento da linguagem simbólica, a acessibilidade para toda a sociedade brasileira e a economia da cultura.

Desde 2003, segundo Juca, o governo tem valorizado bastante as ações e os programas do Ministério da Cultura. "Nos momentos de crise, surgem estas oportunidades. O núcleo central do governo nos chamou para incluir em suas estratégias a economia da cultura. Há um clima muito favorável", disse.

Um caso de economia da cultura citado pelo ministro foi a música. Segundo ele, o Estado poderá desenvolver um papel de regulador no ambiente digital e auxiliar na garantia dos direitos autorais de artistas no século 21.

Na sala de aula

A segunda missão apontada pelo ministro é potencializar e incluir a cultura no lema do governo "Pátria Educadora" e pensar na cultura para qualificar a educação, sobretudo na educação básica. "Temos que interferir no currículo, no conceito de escola. A cultura vai ter de entrar na sala de aula", afirmou Juca Ferreira, lembrando que o ministério já tem programas como o Mais Culturas nas Escolas. "Há enormes áreas de renovação com as quais podemos contribuir."

Segundo o ministro, o governo federal poderia incluir, por exemplo, material audiovisual na lista de material didático do Ministério da Educação. As aquisições de livros são um dos principais mecanismos de estímulo ao mercado editorial no Brasil. Juca Ferreira lembrou que outros países fazem encomendas de filmes documentários que podem ser usados como material didático – o que também beneficiaria a produção audiovisual brasileira.

O novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, já disse publicamente que a Cultura tem um papel central nas políticas públicas, sendo um dos três ministérios mais importantes. Na reunião do Núcleo Estratégico, Juca Ferreira contou que já conversou com Janine Ribeiro para aproximar as duas pastas e desenvolver projetos conjuntamente.

Orçamento

Neste ano, um dos desafios enfrentados em todas as áreas do governo federal é o orçamento apertado. O ministro disse ser solidário a uma redução de despesas do governo, mas defendeu, durante a reunião, "um corte inteligente" que preserve as áreas e programas bem-sucedidos e vitais do ministério.

Bem-humorado, Juca Ferreira fez uma comparação do ministério às pessoas que precisam emagrecer para ilustrar a situação financeira atual no setor público. "Se você cortar 30% de uma pessoa com sobrepeso, provavelmente ela ainda terá que reduzir a alimentação. Mas se você cortar de um magricelo, você acaba com a vida desse cidadão", brincou.

Fonte: MinC


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