Mundo

30 de outubro de 2014 - 18h40

Fechar mesquita de Al-Aqsa é declarar guerra, adverte Abbas


Soldados ocupantes caminham diante da Mesquita A-Aqsa em Jerusalém
Abbas responsabilizou o governo israelense por "esta perigosa escalada, uma declaração de guerra ao povo palestino e à nação árabe e islâmica e a seus lugares sagrados", destacou o presidente, que há semanas pediu que "evitassem por todos os meios o acesso à Al-Aqsa" por moradores dos assentamentos sionistas ilegais.

A mesquita de Al-Aqsa é um dos três lugares mais sagrados do Islã e foi ultrajada várias vezes por judeus extremistas desde julho passado, e em especial durante as festividades litúrgicas do Sucot, apesar de pedidos feitos pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

A decisão israelense foi anunciada pouco depois que um desconhecido disparou contra Yehuda Glick, um judeu estadunidense que preconiza a demolição da Al-Aqsa e a construção no lugar de uma réplica do Templo do Monte.

Horas depois do incidente uma parte da polícia de ocupação reportou a morte, durante um "tiroteio" em sua casa em Jerusalém (Al Quds, para os muçulmanos) de Muataz Ibrahim Hijaz, um palestino de 32 anos, que os ocupantes afirmaram ser o autor dos disparos contra Glick.

Nas primeiras horas desta quinta-feira (30) as autoridades de ocupação proibiram o acesso dos palestino e judeus à mesquita e instalaram um vasto dispositivo em torno do complexo religioso da esplanada das mesquitas, cenário de choques violentos nas semanas anteriores.

O templo está situado no setor velho da cidade de Jerusalém e foi anexado em 1980, quando Israel proclamou a cidade sua "capital eterna e indivisível", uma decisão considerada ilegal pela comunidade mundial.

Os conflitos ocasionados pelos ultrajes cometidos por israelenses são causa de disputa com a Jordânia, que tem um acordo de paz com Israel e cujo rei Abdallah II é o guardião dos lugares sagrados, tanto muçulmanos como cristãos de Jerusalém.

Fonte: Prensa Latina


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