Brasil

21 de outubro de 2014 - 11h06

Impunidade tucana: Governo FHC engavetou 242 investigações


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Além disso, foram criados o Portal da Transparência e a Controladoria-Geral da União, ambos órgãos que contribuem para a fiscalização do erário público. A decisão política de combate permanente à corrupção é uma marca dos governos Lula e Dilma.

A marca da gestão tucana, por sua vez, foi a impunidade. Os envolvidos do caso Sivam, na compra de votos para a reeleição de FHC, além dos escândalos da Pasta Rosa, do mensalão tucano mineiro e o trensalão de São Paulo estão soltos e nenhuma investigação foi feito para apurar de fato esses crimes.

Para se ter uma ideia, somente no governo de FHC foram arquivadas 217 investigações e engavetadas outras 242, envolvendo 194 deputados, 33 senadores, 11 Ministros e 4 contra o próprio FHC. Como as ações eram engavetadas, acabavam prescrevendo.

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Um dos casos engavetados levou o Ministério Público a concluir, em 2003, que não poderia indiciar Armínio Fraga - o guru econômico dos tucanos e indicado como ministro da Fazenda num eventual governo de Aécio Neves - em uma ação de improbidade, porque a punição já estava prescrita.

Você lembra quantos casos de corrupção passaram impunes nos governos do PSDB? Vamos detalhar alguns: um deles é o escândalo da Pasta Rosa. O esquema com base no caixa 2 que envolvia, entre outros, José Serra e Antônio Carlos Magalhães, foi engavetado por Geraldo Brindeiro, conhecido como engavetador-geral da República.

Outro foi o mensalão tucano desviou dinheiro público, durante a campanha de eleição de Eduardo Azeredo, um dos fundadores do PSDB, e também terminou com todos soltos.

Já o trensalão envolveu o pagamento de propina a integrantes do governo de São Paulo e ao PSDB pelo grupo francês Alstom. Com as provas bem escondidas, as autoridades suíças tiveram dificuldade em investigar.

Sobre o escândalo da compra de votos para a reeleição, o ex-presidente FHC, em carta enviada ao jornal Folha de S.Paulo esta semana, não negou a existência, mas minimizou dizendo que os deputados, que confessaram ter recebido R$ 200 mil cada para votar a favor da reeleição, não eram do PSDB. Eram do PFL, hoje DEM, aliado histórico dos tucanos.

Fonte: Muda Mais


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