Brasil

25 de agosto de 2014 - 16h57

Eleitores com curso superior completo já superam o de analfabetos 


   
Balanço do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) constatou que nas eleições deste ano, votarão 8 milhões de graduados frente a 7,4 milhões de analfabetos. Em 2010, 5,1 milhões de eleitores eram formados em universidades, enquanto o número de pessoas que não sabiam ler e escrever era bem maior, de 8 milhões.

O número de pessoas com ensino médio completo também subiu: passou de 17,9 milhões, em 2010, para 23,8 milhões, em 2014. Por outro lado, a quantidade de eleitores analfabetos funcionais (com alfabetização precária) diminuiu: de 19,7 milhões, em 2010, para 17,2 milhões, em 2014. São 2,5 milhões de analfabetos funcionais a menos no pleito de 2014.

Ponto de partida

Os governos do PT e aliados também multiplicaram as possibilidades de acesso à universidade. Nos últimos doze anos, foram criadas 18 novas universidades federais e 173 campi universitários. Além do crescimento do número de vagas, aumentando as chances de os estudantes entrarem na rede pública, foram criados sistemas que permitem também aos jovens a entrada em universidades privadas.

Os estudantes, principalmente de famílias de baixa renda, passaram a contar com bolsas integrais ou parciais do ProUni (Programa Universidade para Todos) e a contar também com empréstimos por meio do FIES (Fundo de Financiamento Estudantil). Desde 2010, foram firmados mais de 1,6 milhões de contratos de financiamento para o ensino superior.

Com essas medidas, o número de matrículas nas universidades brasileiras duplicou entre 2002 e 2013; e três milhões de estudantes tiveram oportunidade de fazer um curso superior graças ao Prouni e ao FIES.

“O Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem teve 9,5 milhões de inscritos, e não tem todas essas vagas nas universidades públicas. Então, o Prouni (Programa Universidade para Todos) garante, para a pessoa que quer entrar na faculdade privada, uma bolsa. Com o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), se ela quiser fazer a faculdade privada, ela tem um financiamento, e vai pagar ele muito depois de formado: 13 anos, se o curso for de quatro anos; e 16 anos, se o curso for de cinco”, explicou a presidenta Dilma Rousseff, durante cerimônia de formatura de alunos do Pronatec em Vitória (ES), no mês passado.

Números

Em quase 100 anos, de 1909 a 2002, o Brasil construiu 140 escolas profissionalizantes. E em apenas 12 anos, os governos Lula e Dilma criaram 422 novas escolas da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A rede de educação profissional federal saltou de 140 escolas em 119 municípios para 562 em 507 municípios.

Em linha com a expansão da rede federal de escolas técnicas, Dilma Rousseff criou o maior programa de formação profissional da história do Brasil: o Pronatec (Programa Nacional de Ensino Técnico e Emprego). Até o final de 2014, serão oito milhões de vagas para jovens e trabalhadores em cursos técnicos e de qualificação profissional, feito em parceria com o Sistema S (Senai, Senac, Senar e Senat).

“Eu posso dizer para vocês não só que o Pronatec vai continuar, mas que vai ter cada vez melhor qualidade. Nessa segunda fase do Pronatec, nós queremos melhorar os institutos federais de educação”, disse Dilma.

Da Redação em Brasília
Com informações da Imprensa PT 


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