Brasil

22 de novembro de 2012 - 8h33

Jamil propõe homenagem a Amazonas e Grabois na Câmara de SP


O evento será feito em parceria com a Fundação Maurício Grabois. Na ocasião também haverá coquetel de lançamento dos livros Meu verbo é lutar - a vida e o pensamento de João Amazonas, de Augusto Buonicore; Maurício Grabois - uma vida de combates, de Osvaldo Bertolino; Vidas, veredas: paixão - memórias da saga comunista e PCdoB: 90 anos de luta em defesa do Brasil, da democracia e do socialismo.

“É uma homenagem importante não só para nós, comunistas, mas para os brasileiros de maneira geral. Se hoje vivemos um período de democracia, de ascensão das forças políticas populares, progressistas e de esquerda ao poder, de maior inserção social e soberania nacional é porque pessoas como eles lutaram, e muito, pelo Brasil. E o nosso povo deve saber disso. Eventos como este ajudam a tornar conhecidas vidas dedicadas ao desenvolvimento do país”, justifica Jamil.

Natural de Belém do Pará, João Amazonas entrou no partido em 1935, depois de conhecê-lo através da ANL (Aliança Nacional Libertadora). “Desde esse momento, não dei outro passo na vida que não fosse no mesmo caminho do movimento revolucionário”, declarou certa vez Amazonas, conforme depoimento publicado em biografia lançada pela Câmara Federal e organizada pelo jornalista Pedro Oliveira.

Paulista de Campinas e criado em Salvador (BA), Maurício Grabois entrou no Partido em 1932. “No levante da Aliança Nacional Libertadora (ANL) de 1935, Maurício Grabois estava no olho do furacão. Em seguida, mergulhou fundo na clandestinidade para ajudar a manter o fio que sustentaria o mínimo de organização do Partido Comunista do Brasil — o jornal A Classe Operária. Mesmo nos tempos mais duros da repressão do Estado Novo, ele e mais alguns jovens intrépidos — entre eles, Amarílio Vasconcelos — mantiveram na ativa o órgão central do Partido”, escreveu o jornalista Osvaldo Bertolino, autor de livro sobre o dirigente.

Ambos, Amazonas e Grabois foram cruciais em momentos difíceis de luta pela democracia e tiveram papel preponderante, por exemplo, na reorganização do partido em 1962 e na Guerrilha do Araguaia, principal movimento de oposição armada à ditadura militar do qual Grabois foi comandante. Nas matas do Sul do Pará, Grabois foi morto lutando pela libertação do país.

Um dos principais alvos da Chacina da Lapa – que visava destruir de vez a direção nacional do PCdoB em 1976 – Amazonas conseguiu escapar da morte por estar, na ocasião, na China. Anos mais tarde, Amazonas, ainda presidente do PCdoB, foi um dos incentivadores da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República em 1989 e foi seu defensor até 2002, quando faleceu aos 90 anos.

“Amazonas foi o eminente dirigente do PCdoB, um dos mais importantes ideólogos da causa revolucionária em nosso país, destacado batalhador da aplicação da teoria marxista à realidade própria do Brasil”, assinalou Renato Rabelo, presidente do Partido, em artigo recente.

Ao tratar de Grabois, o presidente do partido destacou em outro artigo: “Ao lado de Amazonas e [Pedro] Pomar, Grabois foi artífice e dirigente da reorganização histórica do PCdoB em 1962. E, alguns anos depois, comandou uma frente de resistência heroica à ditadura militar, liderando os combatentes que se embrenharam na selva amazônica e protagonizaram a famosa Guerrilha do Araguaia. Nela, Grabois tombou em combate, em 25 de dezembro de 1973, aos 61 anos. Também no Araguaia tombou seu filho André Grabois, junto com outras dezenas de guerrilheiros que combateram o bom combate em prol de um Brasil democrático com justiça e igualdade para seu povo”.


Fonte: Portal do vereador Jamil Murad


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