Brasil

29 de novembro de 2011 - 17h44

MS: índios protestam contra grupos armados



Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), dois homens em uma moto percorreram o acampamento, chamado de comunidade de Pyelito Kue, disparando tiros. A ação durou cerca de duas horas. Ninguém ficou ferido.

"Saíam do mato atirando de pouco a pouco, atirando de longe. Falavam que, se não saíssemos, hoje à noite, iam atacar", disse o índio Onides Kaiowá Guarani.

Em agosto, o mesmo acampamento também foi vítima de um ataque feito por homens armados, que dispararam balas de borracha contra os índios, além de queimarem suas barracas. Na ocasião, Ministério Público Federal (MPF) classificou o ataque de "genocídio" e acusou os fazendeiros de organizarem milícias para expulsar os índios.

No domingo (27), quando uma comitiva formada por membros da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Presidência da República visitava o acampamento, os índios receberam ameaças de fazendeiros da região enquanto uma

O Cimi alerta que, mesmo com membros da Força Nacional no local, fazendeiros estão tirando fotos das lideranças indígenas. Somente depois de protestos dos índios, agentes da Força Nacional apreenderam o equipamento dos fazendeiros e apagaram as fotos.

Outros ataques


Na sexta-feira (18), índios guarani-caiovás que acampam em uma fazenda entre Amambaí e Ponta Porã foi alvo de um ataque. O líder indígena Nísio Gomes, 59, foi atingido por tiros de borracha disparados por homens encapuzados e levado na caçamba de uma caminhonete. A Polícia Federal investiga o caso como desaparecimento.

Em protesto, os guarani-caiovás realizam na manhã de quarta-feira (30) uma marcha com 500 indígenas na rodovia MS-386, no trecho entre Amambaí e Ponta Porã.

Com Folha Online


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