Geral

30 de agosto de 2010 - 16h22

Censo revela diminuição do número de moradores por residência


As informações foram dadas nesta segunda-feira (30) pelo presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes. Ele disse que subirá de 44 milhões para 56 milhões a quantidade de domicílios entrevistados, entre 2000 e 2010, e deve cair o número médio de pessoas em cada residência, passando de 3,79 pessoas para 3,37.

“Observamos não só para o Brasil, como para os diversos estados, uma queda de cerca de 0,4 ou 0,5 moradores por domicílio em uma década”, afirmou. “Teremos muito mais habitantes em 2010 que em 2000. Entretanto, cada domicílio deve ter um número médio de morador menor”, completou.

Segundo o IBGE, o Censo 2010 também deve mostrar que a população cresceu, nos últimos dez anos, de 169 milhões de brasileiros para 192 milhões e as mulheres devem continuar sendo a maioria.

Embora os últimos dados também indiquem que mais da metade dos brasileiros são negros (pretos e pardos), esse dado ainda não pode ser confirmado. “Outras pesquisas vêm mostrando algumas tendências.

Então, é natural que tenhamos uma proporção de pessoas acima de 60, 70 anos, nas faixas de idade mais altas, superior a de 2000, em 2010”, afirmou o gerente do censo, Marco Antônio Alexandre.

Apesar de alguns atrasos em estados do Sul e do Sudeste, o IBGE também confirmou hoje que a coleta de dados segue os prazos estipulados, e no dia 27 de novembro será divulgado o número absoluto da população brasileira.

Oito municípios já encerraram coleta

A coleta de dados do Censo já foi concluída em oito dos 5.565 municípios do país. Quatro deles ficam em Santa Catarina (Lajeado Grande, Arvoredo, Pinheiro Preto e Entre Rios), um em São Paulo (Bora, no interior, o menor município do país), um no Tocantins (Oliveira de Fátima), um em Minas Gerais (Santo Antônio do Rio Abaixo) e o último, Fernando de Noronha, em Pernambuco.

O IBGE também divulgou que está mais rápida a coleta de dados nos estados de Rondônia, Roraima e da Paraíba, onde já foram visitados 73,1%, 71,6% e 67,3% domicílios, respectivamente.

Com a menor cobertura, devido ao problema de longas distâncias ou ainda de atraso na coleta por falta de material, estão o Acre (42,4%), Amazonas (47,6%) e Rio Grande do Sul (48,1%), onde os coletes dos recenseadores demoraram a chegar.

“As grande dificuldades são em municípios como os da Região Norte, com [longas] distâncias que precisam ser percorridas. Esses percursos são feitos de barco, consequentemente o tempo de descolamento e de ransmissão de dados é muito maior”, justificou Nunes.

O problema também atrasou o trabalho em Santa Catarina, São Paulo e Paraná – estados onde cerca de metade dos domicílios foi visitada. Embora atrás de outros estados, o presidente do IBGE informou que a coleta nessas localidades está dentro do prazo e que a média de domicílios recenseados por estado é de 33%.

Enquanto isso, os resultados parciais da pesquisa nos estados e nos municípios podem ser acompanhados pelo site da instituição:http://www.censo2010.ibge.gov.br/

Fonte: Agência Brasil



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