Brasil

5 de maio de 2011 - 18h55

Norte-coreanos lembram luta pela reunificação do país


Em vista do aniversário de fundação da ARP, a embaixada da , República Democrática Popular da Coreia divulgou um artigo festejando a criação do organismo, assim como revigora o tema da reunificação coreana, que o imperialismo, hoje personificado pelos Estados Unidos, tem evitado ao máximo

Leia abaixo a íntegra do documento distribuído pela embaixada:

A Tradição da Grande Unidade Nacional coreana

Agora na Coreia se desenvolve uma vigorosa luta para obter a reunificação independente e pacífica do país, com grande unidade nacional, sob o ideal de "entre nós, os conterrâneos".

Os coreanos estão firmemente convencidos de que se todos, do norte, sul e além-mar, se unirem, acima da ideologia, ideal, regime, crença religiosa, etnia, filiação partidária, poderão obter rapidamente a reintegração da pátria, o sonho da nação.

A Grande Unidade Nacional coreana tem longa história

Há 75 anos, em 5 de maio de 1936, o então Comandante do Exército Revolucionário Popular da Coreia (ERPC) Kim Il Sung, para libertar o país da ocupação militar japonesa, fundou a Associação para a Restauração da Pátria (ARP), que é a Frente Unida Nacional Anti-Japonesa, à qual se incorporaram diversos setores populares, que acataram sua ideia de unidade nacional, que deram prioridade à demanda comum da nação, da libertação da pátria.

A organização desempenhou um grande papel na eliminação da dominação colonial do imperialismo japonês na libertação da Coreia em 15 de agosto de 1945.

Com base nessa tradição da grande unidade nacional, no período posterior da libertação, o líder coreano Kim Il Sung apresentou a ideia de que todos os compatriotas contribuíssem para a construção de uma nova pátria, em que cada segmento da população doasse o que pudesse, como a força, os conhecimentos e o dinheiro. Assim, diversos setores da sociedade se uniriam, como uma só pessoa, em um estado democrático, soberano e independente.

Em 1948, quando começava a se criar o perigo de uma divisão nacional, graças à manobra dos EUA de patrocinar "eleições separadas e governo separado" no sul da Coreia, convocou uma reunião conjunta norte-sul, para exortar os partidos e os setores patrióticos dos dois lados à luta pela soberania e independência do país e sua reunificação.

Na década de 1970, abriu o caminho para as conversações e negociações entre o Norte e o Sul, que estavam isolados, e apresentou os três princípios da reunificação da pátria: a independência, a reintegração pacífica e a grande unidade nacional, preparando assim um sólido fundamento para a unidade nacional e a reunificação da pátria.

Em abril de 1993 publicou sua obra "Programa de Dez Pontos da Grande Unidade Nacional para a Reunificação da Pátria", que é o resumo de sua ideia de unidade nacional e de suas experiências, enunciando o princípio fundamental, a base ideológica e as tarefas e vias concretas para a reunificação.

A ideia de Kim Il Sung tem sido levada adiante com êxito pelo atual dirigente Kim Jong Il, que demonstra disposição firme e vontade de defender e herdar tal como são, além dessa ideia, seus méritos e experiências adquiridas nessa obra e a tradição da grande unidade nacional para reintegrar o país com a força unida da nação.

Nos dias seguintes ao falecimento do presidente Kim Il Sung, em 8 de julho de 1994, criou-se uma situação muito complexa, mas o seu sucessor fez o impossível para cumprir-se, sem falta, o legado de seu antecessor sobre a reunificação do país.

Em sua obra "Que toda a nação unida alcance a reunificação independente e pacífica da pátria", publicada em abril de 1998, escreveu que a ideia da Grande Unidade Nacional e o programa de dez pontos apresentados pelo presidente Kim Il Sung, assim como suas valiosas contribuições, experiências e méritos na realização dessa empresa, constituem em um objeto imaterial sem preço no sentido de obter e unificação do país.

Aplicando ao pé da letra a ideia de Grande Unidade Nacional de Kim Il Sung, Kim Jong Il se empenhou em atrair e reunir todos os amantes do país e da nação, sem distinção de ideologia, ideal, classe ou religião. Em várias ocasiões manifestou sua disposição em aliar-se com as autoridades superiores, personalidades do partido no poder e do partido na oposição, plutocratas e militares da Coreia do Sul, caso eles apreciassem o interesse comum da nação e desejassem a reunificação da pátria.

Com magnanimidade, encontrou-se com esses coreanos e conseguiu que apresentassem a causa comum da nação pela reunificação. Mais de uma vez concedeu espaço para Jong Ju Yong, ex-presidente honorário do grupo empresarial sul-coreano Hyundai e seu filho Jong Mong Hon e outros familiares e tomou todas as medidas para conseguir que pudessem fazer contribuições para a prosperidade comum da nação e a realização da causa da reunificação.

Em virtude dessa determinação audaz, realizou-se, em junho de 2000, pela primeira vez depois da divisão, a histórica Cúpula Norte-Sul, na qual foi aprovada a Declaração Conjunta Norte-Sul de 15 de junho, por meio da qual os envolvidos se comprometiam solenemente a resolver o problema da reintegração do país, com a força unida de todos os conterrâneos.

Como resultado da Cúpula Norte-Sul efetuada em outubro de 2007, foi adotada a Declaração de 4 de outubro, como o programa para plasmar a tal declaração, abrindo-se, assim, uma grande perspectiva para a reunificação da Coreia.

A Coreia será reunificada sem falta, sob a bandeira da Grande Unidade Nacional.

Embaixada da RPDC.

 
Da Redação



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