Mundo

28 de março de 2011 - 19h52

Ataque à Líbia contraria direito internacional, diz China


“Lamentamos por este ataque militar porque achamos que a soberania, a integridade territorial da Líbia, a unidade, a independência têm de ser respeitadas e os países o têm de fazer, de acordo com a carta da Organização das Nações Unidas, baseada nos princípios básicos das leis internacionais”, afirmou Xiaoqi, em entrevista coletiva, em Brasília.

No último dia 17, o Conselho de Segurança aprovou, por 10 votos favoráveis, a resolução de imposição de exclusão aérea e intervenção militar na Líbia. Apenas o Brasil, a China, Rússia, Índia e Alemanha se abstiveram. Não houve votos contrários à proposta, que contava com a defesa da França, Inglaterra, do Líbano e dos Estados Unidos.

O embaixador chinês no Brasil lembrou que o ideal é que as forças da coalizão, com o apoio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aprovem um cessar-fogo imediato. “O objetivo da ONU é de proteção humanitária e não causar catástrofes. A parte chinesa está disposta a buscar soluções diplomáticas para a Líbia”, disse Xiaoqi.

Inicialmente, os ataques aéreos na Líbia eram comandados pelas forças de coalizão, mas, desde a última semana, a Otan passou a liderar as ações na região. Os líderes estrangeiros negam planos de uma intervenção por terra.

Fonte: Agência Brasil


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