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20 de março de 2017 - 17h07

Militante do MST é executado a tiros em hospital no sul do Pará


Reprodução
O assentamento 17 de abril é uma homenagem aos mortos no massacre de Carajás em 96. Vivem no local descendentes dos sobreviventes do ataque que resultou em 21 mortos e 69 feridos. O assentamento 17 de abril é uma homenagem aos mortos no massacre de Carajás em 96. Vivem no local descendentes dos sobreviventes do ataque que resultou em 21 mortos e 69 feridos.
Waldomiro chegou ao hospital após ter sofrido um atentado no sábado no assentamento 17 de abril, segundo informações publicadas no jornal O Diário do Pará.

“Este é mais um assassinato de trabalhadores no estado do Pará, em que o governo é culpado pela sua incompetência em cuidar da segurança da população e praticado em função da negligencia do estado em apurar e punir os crimes desta natureza”, diz trecho da nota divulgada pelo MST nesta segunda-feira (20). 

Segundo o MST, Waldomiro não atuava há algum tempo nas instâncias de direção do movimento,” se dedicando ao lote onde vivia”. O trabalhador também era militante do Partido dos Trabalhadores.

O MST cobra a apuração do ocorrido e "reconhece o trabalho militante de Waldomiro, desde a ocupação que criou o assentamento 17 de abril, onde o militante se dedicava ao trabalho na agricultura”.
 
O assassinato de Waldomiro foi registrado na delegacia de Eldorado dos Carajás. Os responsáveis pela execução não foram identificados, porém, a polícia solicitou as imagens das câmeras de segurança do hospital para analisar.

Trabalham no caso o Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) de Marabá, das Seccionais de Marabá e de Parauapebas e Divisão de Homicídios de Belém.

Atualmente, Waldomiro atuava na assessoria da prefeitura local.

Confira na íntegra a nota do MST
 

NOTA DE SOLIDARIEDADE

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vem através desta prestar solidariedade a família e amigos de Waldomiro Costa Pereira (foto abaixo), que foi assassinado na madrugada desta segunda-feira (20). Era militante do MST desde 1996, contribuindo durante um longo período na luta pela Reforma Agrária. Atualmente era assentado no Assentamento 17 de Abril, onde militou desde a ocupação. Atuava também como militante no Partido dos Trabalhadores.


Nos últimos períodos Waldomiro não estava participando das instâncias de direção do movimento Sem Terra, se dedicando ao lote onde vivia. Recentemente tinha assumido o cargo de assessor de gabinete da prefeitura de Parauapebas no governo de Darci Lermen (PMDB).


É com imensa tristeza que lamentamos sua morte e prestamos solidariedade a sua esposa, filhos e toda sua família neste momento de dor e indignação.


O MST desconhece os motivos do assassinato. Como movimento de luta pela vida, repudiamos toda e qualquer forma de violência contra homens e mulheres. Este é mais um assassinato de trabalhadores no estado do Pará, em que o governo é culpado pela sua incompetência em cuidar da segurança da população e praticado em função da negligencia do estado em apurar e punir os crimes desta natureza. Há alto índice de impunidade que se tornou corriqueiro, bem como a ação de grupos de milícias criminosas.


Diante da execução sumária praticada por assassinos dentro do Hospital Geral de Parauapebas sobe vigilância das câmeras do hospital, esperamos que as autoridades tomem as providencias necessárias para julgar tamanha brutalidade cometida por um estado de violência que representa a banalização da vida em nossa sociedade.


“Se calarmos, as pedras GRITARÃO!”
Coordenação Estadual do MST


Do Portal Vermelho, com agências

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