Brasil

20 de setembro de 2016 - 11h57

ONG denuncia Alckmin na ONU por repressão da PM em atos contra Temer


Foto: Paulo Pinto / AGPT
   
A ONG Conectas Direitos Humanos se pronunciou diante do Conselho da ONU, pedindo que a entidade se pronuncie "contra a postura do país". Segundo a organização, a violência da PM fez várias vítimas nas últimas semanas, entre elas a estudante Deborah Fabri, de 19 anos, atingida no olho esquerdo por estilhaços de uma bomba. Deborah perdeu a visão do olho.

Em seu discurso, a ONG alertou que quatro dias após o episódio envolvendo Deborah, a PM realizou uma operação detendo 26 jovens,sendo 8 menores de idade. No episódio, os jovens foram deixados incomunicáveis por 6 horas, sem contato com as famílias ou advogados. A detenção foi declarada ilegal pela Justiça. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou na época, por meio de nota, que o grupo foi levado pela polícia porque portava “máscaras e pedras”.

A ONG também condenou a presença de um capitão do Exército, que teria se infiltrado no grupo detido. "Essa prática remete às épocas mais obscuras da história de nossa região. A sociedade e a comunidade internacional devem reagir condenado o fato com veemência".

A Conectas criticou também o crescente "processo de criminalização do direito de protesto no Brasil". "Pedimos que este Conselho se pronuncie contra a restrição ilegítima do direito de protesto no Brasil e que o Alto Comissariado incida para evitar esse retrocesso de valor imensurável", declarou a ONG. Ainda segundo a Conectas, o governo brasileiro solicitou um direito de resposta e afirmou que os incidentes estão sendo investigados pelas autoridades competentes.

A Polícia Militar tem reiterado que não houve excessos nas ações dos policiais nos últimos protestos contra o Governo Temer. No início do mês, o próprio governador Geraldo Alckmin negou a violência: "O fato é que tem depredação e ainda quer passar a história de que a polícia que é culpada", afirmou.


Fonte: El País Brasil

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