Movimentos

2 de junho de 2016 - 11h56

Após ocupação do MTST, Temer recua e contratará moradias


Mídia Ninja
   
Tentando se esquivar da postura de recuo, o Ministério das Cidades informou que a decisão já tinha sido tomada desde a última sexta-feira (28).

"Para aqueles que não acreditavam na gente, que acreditavam que barrariam a gente com repressão, a nossa melhor resposta é: engulam a nossa vitória! Arrego teve em Brasília, aqui não, aqui é vitória!", afirmou o coordenador do MTST, Guilherme Boulos, logo após a informação da revogação.

Os manifestantes se concentraram no início da tarde desta quarta-feira (1) na Avenida Paulista e seguiram em marcha até o escritório da presidência da República. Logo em seguida, a tropa de choque da polícia militar invadiu a manifestação lançando bombas, cassetetes e perdendo manifestantes.

Após as ações de truculência da PM, Boulos denunciou a incoerência da polícia militar nas diferenças de tratamento aos manifestantes pró impeachment e a violência de praxe com os movimentos sociais, “seria uma hipocrisia sem tamanho a polícia querer nos tirar daqui. Há três meses tem gente acampada na Fiesp, nas mesmas calçadas da Avenida Paulista, sendo tratadas com filé mignon e selfie", afirmou.

Com a notícia de que haverá a contratação de novas moradias, o grupo comemorou durante toda a madrugada e, pela manhã, houve café da manhã reforçado para todos. Depois, ocorreu assembleia em que foi definida a imediata desocupação das cerca de 100 pessoas que dormiram no local, e o retorno para as ocupações periféricas onde vivem. Os manifestantes presos foram liberados.

Minha Casa, Minha Vida 

O ministro das cidades do governo ilegítimo Temer, Bruno Araújo (PSDB) revogou no último dia 17 a decisão da presidenta afastada Dilma Rousseff em contratar 11.250 novas unidades habitacionais. 


Do Portal Vermelho, com informações da Mídia Ninja 

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