América Latina

4 de março de 2013 - 15h59

Venezuela: Morte de líder indígena evidencia conflito agrário

O assassinato do líder indígena Sabino Romero neste domingo (3) traz à luz a necessidade de debater, na Venezuela, a questão agrária, e de o governo colocar o tema na agenda pública, como afirmou nesta segunda-feira (4) o ministro venezuelano de Comunicação e Informação, Ernesto Villegas.


Cacique yukpa Sabino Romero assassinado neste domingo (3) na Venezuela Cacique yukpa Sabino Romero assassinado neste domingo (3) na Venezuela
De acordo com declarações do titular ao canal Venezolana de Televisión, ainda não podem ser adiantadas conclusões, mas afirmou que este fato "terrível" volta a colocar sobre a mesa a importância da justiça no tema da terra, em um país onde ainda existem "reminiscências de latifúndio".

Depois de repudiar este acontecimento fatal, Villegas lembrou a opinião pública que o Governo nacional tem realizado medidas legais práticas para favorecer comunidades indígenas na questão da propriedade da terra.

Há ainda problemas de deslocados devido a "reminiscências de latifúndios que ainda existem", admitiu o ministro, que deixou claro que precisamente por essa razão "é preciso continuar trabalhando".

Depois que a notícia do assassinato ontem à noite de Romero, cacique da comunidade yupka do município Machiques de Perija e líder histórico na luta indígena pela terra, foram mobilizados para a região soldados e peritos da Guarda Nacional Bolivariana, da Força Armada Nacional Bolivariana e do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalística (Cicpc).

Desde este domingo (3) e primeiras horas da manhã desta segunda (3), organizações sociais e instituições públicas pedem justiça para o caso apontado como exemplo da existência de capatazes, uma prática criminosa denunciada pelo próprio Romero ano passado.

Fonte: Prensa Latina
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