Brasil

4 de março de 2013 - 15h27

Editora Manifesto homenageia Sérgio Miranda (1947-2012)


Uma sentida homenagem foi prestada na última sexta-feira (1º/3) ao ex-deputado comunista e ex-dirigente do PCdoB, Sérgio Miranda, falecido em 26 de novembro do ano passado, pela Editora Manifesto, responsável pela revista Retrato do Brasil, onde ele atuava como diretor de Relações Institucionais.


Raimundo e Roberto falam sobre o orgulho de terem conhecido Sérgio Miranda
Roberto Davis, presidente da editora, inaugurou a foto de Sérgio Miranda, numa das salas da sede central, no centro de São Paulo. “Homenageamos Sérgio Miranda com sentimento e orgulho de termos contado com ele”, assinalou.

Raimundo Rodrigues Pereira, diretor editorial, falou sobre “a longa luta de Sérgio”, ao lado da Editora Manifesto e do constante estímulo que deu para soerguer o trabalho editorial após a experiência do Retrato do Brasil como diário.

O jornalista mencionou especialmente o trabalho que a equipe da Editora Manifesto fez em 1996 sob a coordenação de Sérgio Miranda, então líder da bancada federal do PCdoB na Câmara dos Deputados. Com a participação do próprio Sérgio, do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), dos jornalistas Armando Sartori, Luís Marcos Gomes, Raimundo Rodrigues Pereira, Roberto Davis e dos assessores da bancada comunista Flávio Tonelli e Lécio Moraes, o trabalho consistiu na elaboração de um alentado texto intitulado “O Plano do Fundo do Poço” – uma peça que foi apresentada por Sérgio no Grande Expediente da Câmara dos Deputados e depois publicada como opúsculo que teve ampla difusão nos meios políticos.

Para Raimundo, “O Plano do Fundo do Poço” foi uma análise profunda do plano estratégico do governo neoliberal e conservador do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “A conclusão a que chegamos foi de que o plano consistia em acomodar o Brasil no fundo do poço em que a ditadura militar o tinha colocado”. O jornalista agregou que este trabalho liderado por Sérgio Miranda lançou as bases para o debate que forças de esquerda fariam sete anos depois, quando Lula assumiu a Presidência da República, sobre a herança maldita.

Raimundo destacou ainda as qualidades de Sérgio Miranda como militante e deputado que se dedicou inteiramente à defesa dos interesses dos trabalhadores.

O secretário nacional de Comunicação do PCdoB e editor do Portal Vermelho, José Reinaldo Carvalho, referiu-se à longa relação de amizade com Sérgio Miranda, desde o início da década de 1970, quando atuaram na luta clandestina nas fileiras do PCdoB, na Bahia, e destacou que Sérgio dava enorme importância à luta de ideias, como dirigente de pensamento agudo. Reinaldo afirmou ainda que o dirigente deu o melhor de si à luta pela libertação nacional e social dos trabalhadores e do povo brasileiro.

O jornalista Carlos Azevedo registrou que Sérgio foi uma pessoa “generosa e sedutora, capaz de conquistar as pessoas para a causa pela qual lutava”.

Cristina Sá, esposa de Sérgio Miranda, agradeceu a homenagem, ressaltando que ele foi uma pessoa querida e viveu uma história de rica relação com a equipe da Editora Manifesto, mencionando especialmente os laços de amizade com Raimundo Pereira.

Vários familiares presentes fizeram sentidos depoimentos sobre Sérgio Miranda, pondo em relevo suas qualidades humanas, seus hábitos de leitor contumaz e enxadrista invicto, seu amor pela literatura e a poesia, sua educação, gentileza, cordialidade, generosidade e simplicidade. Um homem bom e de caráter, que deixa saudade.

Da Redação
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