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4 de março de 2014 - 11h57

Prefeitura do Rio propõe acordo para fim da greve dos garis


A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) e o Sindicato dos Empregados das Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro anunciaram na tarde desta segunda-feira (3) um acordo que poderá colocar fim à paralisação parcial que a categoria faz há alguns dias. Por conta da interrupção de parte do serviço, as ruas da cidade ficaram completamente sujas, justamente durante o carnaval.


EBC
Sem acordo, garis do Rio de Janeiro continuam em greve Sem acordo, garis do Rio de Janeiro continuam em greve
Apesar do anúncio, representantes dos funcionários paralisados disseram que o acordo não foi aprovado em assembleia dos trabalhadores e que a greve não acabou.

A Comlurb divulgou nota dizendo que o acordo garante 9% de aumento salarial para os cerca de 15 mil garis. “A partir de abril, um gari em início de carreira terá como piso salarial R$ 874,79 mais 40% de adicional de insalubridade, totalizando um vencimento de R$ 1.224,70”, diz a nota. O acordo também representará ganhos em outros itens, como hora extra de 100% aos domingos e feriados, plano odontológico para todos, seguro de vida de R$ 10 mil, auxílio-creche para ambos os sexos e aumento no vale-alimentação para R$ 16.

A proposta ainda não contempla todas as exigências da categoria, mas atende boa parte delas, como o aumento do salário e o pagamento de horas extras. Mas o vale refeição ainda está muito aquém do exigido, que é de R$20 por dia. Os trabalhadores ainda não decidiram se aceitarão o acordo, devem discutir a proposta nesta terça-feira (4).

Com a categoria dividida, a sujeira se acumula pelas calçadas, com sacos de lixo doméstico se misturando com o resultado da passagem dos blocos, incluindo garrafas, copos, latas de alumínio e sacos plásticos.


Da redação do Vermelho, com agências

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