Brasil

28 de fevereiro de 2014 - 14h55

Frente palestina reage à violência e garante resistência a Israel


AFP/Thomas Coex
Soldados israelenses e palestinos acabam em embates no centro de Hebron, na Cisjordânia, na sexta (21), durante um protesto para marcar os 20 anos do massacre da Mesquita de Abraão e exigir a abertura da Avenida Shuhada, bloqueada desde então. Soldados israelenses e palestinos acabam em embates no centro de Hebron, na Cisjordânia, na sexta (21), durante um protesto para marcar os 20 anos do massacre da Mesquita de Abraão e exigir a abertura da Avenida Shuhada, bloqueada desde então.
As brigadas Abu Ali Mustafa, da FPLP, também declararam que “a resposta certamente virá”, prometendo continuar a “resistir até que a ocupação seja removida de todo o solo palestino.”

A FPLP também pediu à Autoridade Nacional Palestina (ANP) que encerre seu compromisso de coordenação securitária com Israel e que “retorne ao povo palestino.” A frente já havia reivindicado o fim das negociações com as autoridades israelenses, denunciando a expansão da ocupação e das violações dos direitos palestinos, inclusive no período de diálogos.

Leia também:
EUA empurram acordo que valida ocupação criminosa da Palestina
Resistência: Palestinos marcam 20 anos do massacre de Hebron
Frente Popular conta com solidariedade internacional à Palestina
Liga Árabe e Jordânia reagem à violência israelense em Jerusalém

A ANP, por outro lado, condenou o que classificou de “assassinato” em uma declaração emitida na quinta-feira e exigiu provisões para a proteção internacional do povo palestino, afirmando que “o crime marca ainda mais a escalada da violência e uma adição às mortes causadas pela ocupação israelense contra aos palestinos.”

A declaração afirma que a morte de Motazz foi deliberada, notando que as forças israelenses cercaram a sua casa, evacuaram os residentes e depois dispararam repetidamente contra a residência, com o jovem dentro.

Além disso, o comunicado diz que tais ações confirmam “que o governo israelense está buscando constantemente minar os esforços” por um acordo de paz, no contexto de um período de negociações infrutífero (entre julho de 2013 e que deve acabar em abril deste ano), que tem provocado debates firmes sobre a ocupação e suas consequências humanas e jurídicas, do ponto de vista do direito internacional.

As forças israelenses invadiram a casa de Washaha na quinta e prenderam seu irmão, assim como dois outros homens durante a ação. Nenhum disparo foi feito em qualquer ponto desde o interior da casa durante o longo período da operação.

Testemunhas disseram à Ma’an que a vítima foi acertada na cabeça com a bala de um rifle. Uma porta-voz das Forças Armadas israelenses disseram que a batida foi realizada para prender um “suspeito de envolvimento em atividades terroristas,” como são classificadas pelas autoridades todas as formas de resistência dos palestinos, inclusive os protestos em que jovens lançam pedras contra veículos militares.

De acordo com dados das organizações de defesa de direitos humanos palestinas e internacionais que atuam na região, as forças israelenses mataram cerca de 40 palestinos desde que as negociações foram retomadas, com a mediação dos Estados Unidos, em 31 de julho de 2014. Há também cerca de cinco mil palestinos presos nas instalações militares israelenses, e a política de demolição de residências, assim como a destruição de plantações é contínua.

Da redação do Vermelho,
Com informações da agência Ma'an


  • VOLTAR
  • IMPRIMIR
  • ENCAMINHAR

Últimas Mais