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23 de fevereiro de 2014 - 11h55

Rio Madeira continua subindo e governo deve decretar calamidade


O Rio Madeira atingiu neste sábado (22) a marca de 18,2 metros e, com o aumento no nível do rio, o governo do estado de Rondônia estuda decretar estado de calamidade, segundo informou o coordenador da Defesa Civil em Porto Velho, coronel Pimentel. De acordo com ele, o número de famílias desabrigadas em Porto Velho pode ultrapassar os 2 mil.


 Rondônia (Ponte sobre o Rio Araras) - Cheia do Rio Madeira  Rondônia (Ponte sobre o Rio Araras) - Cheia do Rio Madeira
Um relatório do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) aponta que quatro rodovias federais no Estado estão com o trânsito prejudicado. A BR-319, que passa por Porto Velho, está alagada e o trânsito liberado apenas em meia pista. Na BR-425, que passa por Guajará-Mirim, também há alagamento.

O Dnit está trabalhando para disponibilizar uma rota alternativa pela BR-421, que corta as cidades Nova Mamoré, Nova Dimensão e União. Na BR-429, na altura do quilômetro 116, entre Alvorada do Oeste e São Miguel do Guaporé, houve rompimento do aterro da cabeceira da Ponte de Madeira sobre o Igarapé Sossego. O tráfego está liberado apenas para veículos leves.

No Acre

Já na BR-364, que liga Porto Velho ao Acre, entre os quilômetros 800 e 871, ainda há muita água sobre a pista. Equipes do Dnit estudam a instalação de barreiras para conter o avanço da água. Homens da Força Nacional de Segurança também atuam para controlar o fluxo de carros entre os dois Estados.

Na capital Acreana, Rio Branco, a situação tende a se estabilizar. O nível do Rio Acre diminuiu e na manhã deste sábado atingiu a marca dos 15 metros. No Amazonas, equipes do DNIT providenciam um desvio no quilômetro 280, da BR-230, que liga Apuí a Humaitá, por causa do rompimento de um bueiro.

Falta, inclusive combustível

Quase isolada do restante do estado e vivendo momentos de angústia e medo há mais de uma semana, em função do fechamento de alguns trechos das rodovias federais 425 e 364, para tráfego de caminhões de cargas, ônibus e carro de passeio, medida adotada em função das alagações provocadas pelas cheias dos Rios Mamoré, Araras e Madeira, Guajará-Mirim recebeu, nesta última quinta-feira (20), dois caminhões-tanque, que abasteceram os postos de gasolina da Pérola do Mamoré.

A notícia da chegada de combustível se espalhou por toda cidade, em fração de segundo, causando uma correria de motoristas e motociclistas aos postos de gasolina, onde foram formadas longas filas, debaixo de impiedoso sol.

Para abastecer os municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré, a partir de ramais rurais alternativos, motoristas enfrentam verdadeiras aventuras em estradas de chão, sem as mínimas condições para trafegabilidade, correndo risco de graves acidentes, extravios das mercadorias e a perda da própria vida.

Com agências
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