Economia

18 de fevereiro de 2014 - 14h36

Banco Central trabalha para controlar a inflação, afirma Tombini

O Banco Central tem feito o “dever de casa” para controlar a inflação, afirmou nesta terça-feira o presidente do BC, Alexandre Tombini, durante uma teleconferência internacional de imprensa. Ele acrescentou que a autoridade monetária garantirá que a inflação continue declinando em 2014 e à frente.


Alexandre Tombini, presidente do Banco Central. Segundo boletim da instituição, projeção para inflação oficial segue em declínio pela terceira semana consecutiva. Alexandre Tombini, presidente do Banco Central. Segundo boletim da instituição, projeção para inflação oficial segue em declínio pela terceira semana consecutiva.
"Estamos fazendo nosso dever de casa, combatendo a inflação", disse Tombini aos jornalistas da imprensa internacional.

Tombini destacou ainda que o BC tem vários instrumentos para lidar com a inflação e para combater a volatilidade, destacando em particular as reservas internacionais. A fala do presidente do BC acabou contribuindo para que os juros futuros passassem a recuar nesta sessão, com a interpretação pelo mercado financeiro de que a indicação é de que o ritmo atual da política monetária pode ser reduzido agora.

Desde abril passado o BC tem elevado a Selic para combater a inflação elevada. Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne novamente e, pela curva dos juros futuros, a maioria das apostas passou a indicar agora que a Selic será elevada em 0,25 ponto percentual, para 10,75%, num ritmo mais lento ao visto nos encontros anteriores, de 0,50 ponto percentual.

Tombini disse ainda que o BC trabalha para trazer a inflação para o centro da meta, que é de 4,5% pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos. O presidente do BC ainda afirmou não esperar que o Brasil tenha caindo em recessão no final de 2013 ou que isso aconteça em 2014, apesar de dados recentes indicando que a economia brasileira possa ter apresentado contração por dois trimestres seguidos no final do ano passado, o que é considerado recessão técnica.

Tombini reconheceu que a economia pode ter crescido menos do que os 2,3% que o BC esperava para 2013, mas afirmou que as condições estão melhorando com mais investimento em projetos de infraestrutura nos próximos trimestres. O presidente do BC disse também que as reservas internacionais do país, hoje em torno de US$ 375 bilhões, têm ajudado o Brasil neste período de transição nos mercados globais, em meio à volatilidade.

"Todos os instrumentos estão sobre a mesa para combater a volatilidade, em particular as reservas internacionais", afirmou ele, acrescentando ainda que o BC tem mecanismos para trazer a inflação para baixo.

Fonte: Correio do Brasil

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