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10 de fevereiro de 2014 - 12h30

Crimes sexuais de oficiais dos EUA no Japão ficam impunes

A maior parte dos perpetradores de abusos sexuais nas bases militares dos EUA no Japão não tem sido presa. Ao invés disso, eles apenas receberam punições como o rebaixamento, as multas ou até uma carta de reprimenda, de acordo com a organização Liberdade de Informação, citada pela emissora Russia Today, nesta segunda-feira (10).


Reuters / Lance Cpl. David N. Hersey
Soldados dos EUA embarcam em um avião KC-130J Hercules, na base militar aérea estadunidense em Ginowan, na ilha de Okinawa, sul do Japão. Soldados dos EUA embarcam em um avião KC-130J Hercules, na base militar aérea estadunidense em Ginowan, na ilha de Okinawa, sul do Japão.
Mais de 1.000 documentos adquiridos pela agência Associated Press (AP) pintam um quadro “perturbador” sobre a forma com que as acusações têm sido tratadas. A AP afirma que o processo “beira o caos”.

Relatos de crimes sexuais feitos entre 2005 e 2013 mostram que apenas um terço dos 244 funcionários das bases militares que receberam alguma forma de punição foi encarcerado. Em 30 casos, uma carta de reprimenda foi a única consequência dos seus atos.

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Entretanto, há discrepâncias entre os diferentes ramos militares, com inconsistências aparentes entre como as acusações sobre os crimes sexuais foram tratadas pelos fuzileiros e pela Força Aérea.

O Exército enviou 53 dos 270 que cometeram crimes sexuais à prisão, um contraste radical com o número de sentenças da Marinha, em que só 15 dos 203 acusados foram presos. A Força Aérea só prendeu 21 dos 124 atores de crimes sexuais, tornando-se o ramo militar mais permissivo no caso das punições a este tipo de crime.

O número de casos de abusos sexuais levados às Cortes Marciais em todos os ramos das forças armadas estadunidenses aumentou de 42% em 2009 para 68% em 2012, de acordo com os dados do departamento responsável pela questão.

Entretanto, esta tendência não se verifica quando se trata dos oficiais das bases militares no Japão: entre 2005 e 2013, apenas 24% dos casos (116) foram direcionados às cortes.

Da redação do Vermelho,
Com informações da Russia Today

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