Mundo

3 de janeiro de 2014 - 12h29

Israel realiza ataque aéreo contra a Faixa de Gaza


Uma declaração do Exército israelense alega que “em resposta ao disparo de foguetes contra Israel”, o seu caça atacou “infraestrutura terrorista no centro da Faixa de Gaza e três locais de lançamento de foguetes escondidos, no norte” do território palestino. “Acertos diretos foram confirmados”, ressalta o documento.

Fontes palestinas dentro de Gaza disseram que os ataques acertaram terras de agricultura próximas ao campo de refugiados al-Maghazi, no centro de Gaza, a cidade de Beit Hanun, no norte, e outro bairro no leste da Cidade de Gaza. Não houve ferimentos relatados.

Na noite desta quinta-feira (2), um projétil disparado do território contra o sul de Israel também não causou danos ou ferimentos, de acordo com a Ma’an, citando um policial israelense. Mais cedo, no mesmo dia, um homem palestino foi acertado com um tiro pelas forças israelenses próximas à fronteira, no norte do território.

Uma porta-voz do Exército israelense disse que o homem estava “danificando” a cerca fronteiriça, e que os soltados israelenses recorreram a atirar na sua perna. O portal israelense de notícias Ynet relatou que o palestino estava “jogando pedras” contra a chamada “barreira de separação”, que mantém os palestinos enclausurados na Faixa de Gaza.

Os disparos e os ataques aéreos aconteceram quase uma semana depois de um aumento da violência em Gaza, que resultou em dois mortos e vários feridos. Em 24 de dezembro, ataques aéreos de Israel mataram uma menina de três anos e feriram vários outros, depois de um atirador palestino ter matado um funcionário da Defesa Civil israelense que trabalhava na fronteira.

Dois dias depois, outros dois palestinos ficaram feridos em ataques aéreos, depois de dois foguetes terem sido lançados desde Gaza e acertado áreas abertas, sem causar danos ou vítimas.

No sábado (28/12), um tanque israelense disparou e feriu outros dois palestinos no centro de Gaza, em um ataque não confirmado pelo Exército israelense, mas que chegou às manchetes internacionais, segundo a Ma’an.

Cessar-fogo em questão

Um acordo de cessar-fogo mediado pelo Egito foi assinado em novembro de 2012 entre Israel os grupos palestinos da Faixa de Gaza, inclusive o partido no governo do território, Hamas, depois da operação israelense que matou 170 palestinos e deixou mais de 1.000 feridos. Seis israelenses morreram no mesmo período, com as reações palestinas.

Desde a assinatura do acordo, as forças israelenses dispararam contra dezenas de residentes de Gaza nas regiões de fronteira, e lançaram incursões frequentes. A barreira de separação inclui uma área significativa de território agrícola palestino nas chamadas “zonas militares”, em que os agricultores ou outros transeuntes que se aproximem são alvos de tiros dos soldados israelenses.

Além disso, os ataques contra o que Israel chama de “infraestrutura terrorista” inclui uma vasta lista de locais civis, frequentemente sem ligação com as atividades de resistência, como escolas, mesquitas, hospitais e territórios agrícolas, que as autoridades israelenses afirmam servirem de fachada para os grupos armados palestinos. O território está sob um bloqueio militar severo desde 2006, quando o Hamas assumiu o governo.

Da redação do Vermelho,
Com informações da agência de notícias Ma'an



  • VOLTAR
  • IMPRIMIR
  • ENCAMINHAR

Últimas Mais