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20 de dezembro de 2013 - 10h32

Diplomata palestino denuncia ocupação e imposições israelenses


Al-Arabyia
O anúncio de novas colônias ou da expansão das existentes é constante, inclusive durante as negociações. O anúncio de novas colônias ou da expansão das existentes é constante, inclusive durante as negociações.
Shtayeh e o chefe da equipe, Saeb Erekat, tinham pedido demissão em protesto pela falta de avanço diplomático e pela contínua construção de colônias israelenses em territórios palestinos, mas continuam cumprindo funções, de acordo com a representação diplomática da AP no Brasil, questionada pelo Vermelho.

“Os israelenses querem substituir a ocupação forçada por uma ocupação por convite, autorizada por nós, e isso nunca vai ocorrer”, disse o diplomata, referindo-se à proposta chamada de “securitária” por Israel e pelos Estados Unidos, em que tropas israelenses seriam mantidas no Vale do Jordão e na fronteira do Estado da Palestina com a Jordânia.


“As negociações não vão levar a nenhuma parte”, sublinhou Shtayeh, durante um encontro na quinta à noite com jornalistas, em Ramallah. O processo, retomado no final de julho, já está estagnado, e uma das maiores expressões do impasse é a contínua construção ou expansão de colônias em territórios palestinos, apesar das condenações retóricas dos EUA e da União Europeia.

De acordo com o direito internacional, a construção de assentamentos em territórios sob ocupação militar e o translado de populações é um crime de guerra. A denúncia desta questão ao Tribunal Penal Internacional é uma alternativa no topo da agenda palestina, apenas suspensa devido ao compromisso com a diplomacia, pelo prazo de nove meses.

A reação de Shtayeh deve-se também ao anúncio feito pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de continuidade das expansões das colônias na Cisjordânia e em Jerusalém Leste, territórios palestinos. De acordo com o jornal israelense Ha'aretz, na quarta-feira (18), Netanyahu disse: "Nós estamos construindo continuamente. Manteremos a construção e o desenvolvimento em todos os lugares, inclusive nas colônias."

Além disso, a ocupação e anexação da porção palestina Jerusalém é um dos principais tópicos de tensões entre os dois lados, num processo de “gentrificação” da região, também chamado de “judaização”, ou seja, de eliminação dos caráteres árabes para a substituição pelos judaicos. A denúncia deste processo sistematicamente institucionalizado pelas autoridades israelenses é feita repetidamente pelos palestinos e por países árabes da região.

A Presidência palestina também denunciou, horas antes, a "perigosa escalada de Israel" na Cisjordânia, onde dois jovens, inclusive um membro das forças de segurança palestinas, foram mortos por tropas israelenses, na quarta e na quinta-feira, nas tensas vilas Calquília e Jenin.

Com agências,
Moara Crivelente, da redação do Vermelho


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