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19 de dezembro de 2013 - 9h42

Tropas israelenses matam palestino em confrontos crescentes


Uma força especial da polícia e do Exército israelenses entraram em Jenin para uma operação de detenção, quando os confrontos iniciaram. Nafeh al-Saadi, de 23 anos de idade, foi morto, e outros ficaram feridos.

Fontes palestinas citadas pelo jornal israelense Ha’aretz disseram que as tropas invadiram a casa da família do prisioneiro palestino Jamal Abu Al-Hija para revistá-la, o que levou à reação de jovens que estavam na região.

Segundo o Exército israelense, os residentes teriam disparado contra os soldados, que reagiram com tiros de balas reais, matando Nafeh. Três outros jovens estão em estado grave, de acordo com os palestinos. Nenhum soldado israelense ficou ferido, e segundo as forças de Israel, os sinais de resistência têm aumentado nos campos de refugiados. Veja o vídeo divulgado pelo Ha'aretz:


      

Na semana passada, a jornalista israelense conhecida pelo envolvimento direto com a questão palestina, Amira Hass, já havia descrito o que considera que será o estopim da terceira intifada, ou levante popular contra a ocupação.

As raízes da última intifada foram identificadas em 2000, quando o ex-primeiro-ministro de Israel Ariel Sharon (2001- 2006), então líder da oposição, esteve na esplanada onde fica a importante mesquita Al-Aqsa, em Jerusalém, visita considerada pelos palestinos o ponto crítico de um histórico persistente de medidas provocativas e de manifestação da ocupação. Israel ocupou Jerusalém Leste na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e declarou ilegalmente a sua anexação em 1980.

Para Amira, “tiroteios irracionais como o que matou o adolescente Wajih al-Ramahi, de 15 anos de idade, provavelmente serão repetidos”. Ela afirmou: “A terceira intifada será iniciada por um soldado que matar outra criança, pelo promotor military que novamente decidir que o assassinato cumpriu as regras, pelo burocrata que assinar a ordem de demolição de uma casa, pelo comandante de brigada que continuar a assistir, enquanto os colonos espancam pastores [palestinos], o juiz que estender a detenção de outro manifestante, ou pelo colono que agredir uma jovem mulher.”

Além disso, o campo de refugiados de Jenin já viu episódios do gênero, como a invasão das tropas israelenses em 2002, que provocou a reação massiva dos habitantes. O episódio ficou conhecido como a “Batalha de Jenin”, ou como “Massacre de Jenin”, segundo o historiador israelense Ilan Pappé, que escreve sobre “a limpeza étnica” promovida pelas forças de Israel.

Por Moara Crivelente, da redação do Vermelho
Com informações do Ha'aretz.


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