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17 de dezembro de 2013 - 15h10

Inundações agravam situação humanitária precária na Faixa de Gaza


Associated Press
No sábado, equipes de resgate evacuam famílias na Faixa de Gaza, após uma tempestade que já desalojou cerca de 40.000 refugiados, de acordo com a UNRWA. No sábado, equipes de resgate evacuam famílias na Faixa de Gaza, após uma tempestade que já desalojou cerca de 40.000 refugiados, de acordo com a UNRWA.
A tempestade de inverno Alexa, a mais forte tormenta a atingir Gaza e a Cisjordânia nos últimos 100 anos, transbordou os esgotos e teve seu efeito agravado pela crise de falta de combustível, que deixa a região sem eletricidade por até 21 horas por dia. O recurso é escasso no território principalmente devido ao bloqueio israelense, que limita a importação.

Na Cisjordânia, os refugiados enfrentam frio congelante. Para as comunidades beduínas, que já haviam tido suas casas demolidas pelas forças israelenses um dia antes da tempestade, a morte é iminente, relata a UNRWA.

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A agência apela mais uma vez pelo fim do bloqueio militar imposto por Israel à Faixa de Gaza. “Qualquer comunidade lutaria para se recuperar de um desastre como este, mas para uma comunidade que tem sido submetida à punição coletiva da restrição de movimento de pessoas e mercadorias, as perspectivas de recuperação são mínimas”, avalia a agência.

Além disso, autoridades locais também denunciaram a abertura de comportas israelenses que acabaram por agravar a inundação em Gaza. Segundo o jornal israelense Ha'aretz, Nehemia Shahaf, a autoridade municipal de Israel responsável pelo sistema de drenagem no norte do deserto de Negev (sul do país), disse que um canal da região não podia ser aberto ou fechado, e que o nível da água estava tão alto que a estrutura não aguentou.

Apesar dessa situação perigosa, milhares de funcionários da UNRWA em Gaza estão trabalhando dia e noite, levando as famílias para um abrigo seguro nos prédios da agência.

Estão sendo distribuídos milhares de cobertores, botijões de gás, colchões, kits de higiene e de limpeza, além de alimentos para os refugiados mais vulneráveis na Cisjordânia e em Gaza.

Além disso, a condução das negociações entre o partido islâmico Hamas, no governo de Gaza, e o Fatah, à frente da Autoridade Palestina, levaram o Catar a anunciar um pacote de 10 milhões de dólares para os geradores de energia. Ainda assim, a situação é alarmante.

Grande parte do combustível em Gaza vem do contrabando subterrâneo desde o Egito, onde é possível comprá-lo a menor custo (nos meios oficiais, o combustível seria importado da Faixa de Gaza, que compra o recurso de Israel), assim como os materiais de construção e alguns bens básicos de consumo.

Entretanto, o país vizinho recentemente aumentou as operações de destruição dos túneis construídos pelos palestinos, alegando a luta contra o terrorismo, já que alguns militantes islamistas estariam contrabandeando armas e adentrando território egípcio.

Da redação do Vermelho,
Com informações da ONU e do Ha'aretz


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