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11 de dezembro de 2013 - 10h48

Arábia Saudita insta à proteção de Jerusalém contra ocupação


Middle East Monitor
Soldados israelenses invadem frequentemente a esplanada das mesquitas, em Jerusalém. O local abriga a mesquita de Omar, de cúpula dourada, e a de Al-Aqsa, o terceiro local mais importante para o Islã. Soldados israelenses invadem frequentemente a esplanada das mesquitas, em Jerusalém. O local abriga a mesquita de Omar, de cúpula dourada, e a de Al-Aqsa, o terceiro local mais importante para o Islã.
Para o príncipe Abdul Aziz Bin Abdullah, as nações islâmicas e árabes devem somar esforços contra o processo de “judaização” empreendido pelas autoridades israelenses em locais históricos e religiosamente sagrados para o Islã e para os árabes em geral.

Para um grupo expressivo de judeus, de representação significativa no governo israelense, a mesquita Al-Aqsa, o terceiro local mais importante para o Islã, está sobre o que teria sido o grande Templo de Jerusalém, e por isso precisa ser destruída, ou dividida, para que ele possa ser reconstruído.


No Conselho Ministerial da Organização de Cooperação Islâmica, realizado na Guiné Bissau, na segunda-feira (9), o príncipe saudita disse que “o mundo islâmico está atravessando desafios graves, que requerem a todos o exame das suas repercussões políticas, econômicas e sociais, e das melhores formas para fazer frente e mitigar [essas questões.”

Segundo Bin Abdullah, o conflito entre Israel e o mundo árabe, assim como a construção constante de colônias israelenses em territórios ocupados, formam um dos maiores desafios para o mundo islâmico, com a possível derrota dos “esforços de paz” na região.

“Os direitos legítimos do povo palestino está no centro do conflito no Oriente Médio, e exige que enfatizemos [na busca] por soluções justas e abrangentes, de acordo com as resoluções internacionais e com a Iniciativa Árabe de Paz, apoiada por países e conferências árabes e islâmicas,” disse, em referência ao plano diplomático proposto pela Liga Árabe em 2002, baseado principalmente na proposta de normalização das relações com Israel em troca da solução do conflito, com diversos detalhes, por exemplo, sobre questões territoriais.

Bin-Abdullah também instou a “comunidade internacional a assumir suas responsabilidades morais e políticas para pressionar Israel e restaurar os direitos palestinos, para deter as práticas desumanas e abusivas de Israel contra o povo palestino, para que possam alcançar suas aspirações por estabelecer seu Estado independente, com Jerusalém como a sua capital.”

Além disso, o príncipe ressaltou que, “agora, mais do que nunca, precisamos enfrentar as violações e planos israelenses contra a mesquita Al-Aqsa, e salvá-la do risco de judaização. Precisamos alcançar as aspirações do povo palestino e do mundo islâmico.”

Com informações do Middle East Monitor,
Da redação do Vermelho


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