Mundo

20 de setembro de 2013 - 19h36

Denúncia: Tunisianas são escravas sexuais de terroristas na Síria


O ministro do Interior da Tunísia, Lotfi Bin Khadu, assegurou nesta sexta-feira (20) que milhares de mulheres de seu país viajaram para a Síria para la “jihad al-Nikah” (ou guerra santa do sexo), e regressaram em uma situação lamentável.


Bin Khadu afirmou que durante os últimos meses, as forças de segurança do país conseguiram evitar a viagem de mais de 6 mil cidadãos do país para a Síria, que iriam lutar contra o governo do presidente sírio Bashar al-Assad.

Segundo depoimento dado à Assembleia Nacional Constituinte (ANC), o ministro informou que as mulheres teriam sido levadas a ter "relações sexuais com 20, 30, 100" terroristas. "Depois destas relações sexuais, feitas em nome da 'jihad al nikah' ("guerra santa do sexo"), retornam grávidas", disse, sem precisar quantas tunisianas retornaram da Síria neste estado.

Bin Khadu também informou que prendeu 86 indivíduos suspeitos de envolvimento em redes que enviavam jovens do país para a "jihad" na Síria.

A chamada "jihad al nikah", que permite relações sexuais fora do casamento com várias pessoas, é considerada uma forma legítima de guerra santa por alguns líderes salafistas, que proclamam um retorno às origens do islã.

A imprensa calcula em centenas os casos de mulheres que viajam à Síria com este objetivo, assim como em centenas o número de homens que seguem para este país.

Em abril, o ex-mufti da Tunísia, xeque Othman Battikh, então autoridade máxima religiosa do país, disse que meninas tunisianas estavam sendo enganadas para viajar a Síria e oferecer serviços sexuais para os mercenários.

Battikh, que foi dispensado de suas funções dias depois das declarações, descreveu a chamada "jihad do sexo" como uma forma de prostituição. "Pela Jihad na síria, eles agora estão pressionando garotas para ir para lá. Meninas de 13 anos foram enviadas para a jihad sexual. O que é isso? Isso se chama prostituição", disse na ocasião.

Em agosto, outra autoridade afirmou que grupos afiliados à Al-Qaida estavam usando menores, com os rostos cobertos por véus, para oferecer serviços sexuais a combatentes homens.

Com agências
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