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16 de maio de 2013 - 9h53

China e Venezuela assinam acordos para parceria estratégica

Como parte da política de diversificação de mercados, o envio de petróleo e derivados da Venezuela para a China passou de 49 mil barris diários (mbd) em 2005 a 626 mil atualmente, o que representa um aumento de 1.177%, de acordo com informações do ministro de Petróleo e Mineração, Rafael Ramírez, nesta quarta-feira (15). A intensificação das relações comerciais insere-se no que a Venezuela e a China têm chamado de uma “parceria estratégica” num  quadro mais amplo de cooperação bilateral.


AP
Venezuela e China intensificam comércio e parcerias estratégicas no âmbito da cooperação bilateral Venezuela e China intensificam comércio e parcerias estratégicas no âmbito da cooperação bilateral
O ministro Ramírez deu as declarações durante uma visita que fez à Unidade Básica de Construção e Produção número 3, no sul do estado de Monagas, com o vice-presidente da República Popular da China , Ly Yuanchao.

De acordo com Ramírez, no final de 2012 a Venezuela enviava ao gigante asiático em média 518 mbd, e até 2015 prevê que esta cifra suba para 1 milhão de barris diários (MBD).

"Um dos elementos fundamentais da cooperação com a China é converter o nosso país em um abastecedor de petróleo seguro e confiável para esta nação", afirmou o ministro, que também é presidente da companhia Petróleos da Venezuela (PDVSA). Ramírez anunciou que, com um investimento de 4 bilhões de dólares, a empresa mista sino-venezulana Sinovensa, que pertence à Divisão Carabobo, da Faja Petrolífera del Orinoco (FPO), aumentará a sua produção em 135,7 % até 2016.

"A Sinovensa passou de produzir 20 mbd em 2007 a 140 mbd atualmente, mas os equipamentos da PDVSA e da China National Petroleum Company (CNPC) suscitaram a discussão sobre um financiamento de 4 bilhões de dólares para incrementar esta produção a 330 mbd para 2016", indicou.

Ramírez indicou que a assinatura deste financiamento será realizada durante a visita que efetuará nos próximos meses uma delegação venezuelana à nação asiática. Destacou também que estima que até 2017 a empresa mista Petrourica, da Divisão Junín da FPO, alcance uma produção de 400 mbd.

O vice-presidente chinês mostrou-se otimista com os projetos petroleiros conjuntos, pelo que prevê realizar novos investimentos para alcançar uma produção conjunta de 40 milhões de toneladas de petróleo, equivalentes a 530 mbd.

Parcerias estratégicas e cooperação bilateral


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro assinou quatro acordos bilaterais com Ly no Palacio Miraflores, em Caracas, nesta segunda-feira (13). Maduro ressaltou que os acordos estão em sintonia com o Plano da Pátria 2013-2019 deixado pelo ex-presidente Hugo Chávez, e responde à busca pela independência econômica e tecnológica, e ao objetivo de transformar o país em uma potência.

“Nossa indústria terá um terminal marítimo novo, para prestar os serviços da fábrica de amoníaco e ureia, e assim seguiremos projetando o crescimento de nossa petroquímica”, explicou o chefe de Estado venezuelano sobre um acordo envolvendo a construção de portos.

O vice-presidente da República Popular da China informou que o seu país ampliará a estratégia de cooperação na cadeia de produção de derivados do petróleo com a Venezuela, focando em uma relação construtiva que desenvolva o produto no país e não se limite a comprá-lo como matéria prima.

“Não apenas queremos a comercialização ou venda do petróleo com a Venezuela, mas também para converter este petróleo em produtos petroquímicos”, assinalou Ly, em visita ao Complexo Industrial José Antonio Anzoátegui, no oriente do país, acompanhado pelo ministro venezuelano.

Durante as visitas, Ly disse ter podido “constatar os resultados positivos da cooperação petrolífera entre a China e a Venezuela”, e ressaltou ainda que os trabalhadores contam com equipamentos avançados, de tecnologia de ponta, e que a petroleira conta com “um talento humano formado e focado nos seus trabalhos”.

O representante do governo chinês afirmou que os frutos dos acordos em matéria petrolífera se devem à “confiança política entre os nossos dirigentes e, também, às colaborações estreitas que a China e a Venezuela mantêm”.

Além do setor petroleiro, a China fortalecerá a sua aliança estratégica com a nação venezuelana através da ampliação do apoio financeiro e tecnológico em distintos projetos de cooperação bilateral, como para a industrialização na área automobilística, de eletrodomésticos e telefonia móvel.

A China também participará no desenvolvimento de planos de interesse social para a Venezuela, como na construção de habitações. “Toda a cooperação entre ambos os países se baseia na igualdade para benefícios recíprocos, para o povo chinês e para o venezuelano”, ressaltou Ly.

Com AVN,
da redação do Vermelho

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