Coreia Popular não vai renovar Acordo de Armistício - Portal Vermelho

Mundo

5 de março de 2013 - 17h23

Coreia Popular não vai renovar Acordo de Armistício


A República Popular Democrática da Coreia (RPDC) anunciou nesta terça-feira (5) que não vai renovar o Acordo de Armistício da Guerra da Coreia, celebrado em 1953 e que impôs uma trégua à guerra que devastou a Península Coreana.


Segundo a Televisão Central da Coreia, um porta-voz do Comando Supremo do Exército Popular afirmou que a força militar do país vai cessar suas atividades na zona desmilitarizada em Panmunjom.

De acordo com o porta-voz, o exército popular da Coreia está na fase de preparação para uma guerra plena, devido à provocação militar dos Estados Unidos e da Coréia do Sul, "que atropelam esse acordo".

O porta-voz da RPDC disse que seu país vai anunciar algumas medidas a partir de 11 de março, quando os EUA e a Coreia do Sul realizarão novos exercícios militares. Entre essas medidas, a RPDC deve considerar o fim do Acordo de Armistício da Guerra da Coreia e o corte das comunicações militares com os EUA.
De acoprdo com nota distribuída pela Embaixada da RPDC no Brasil, o governo do país emitiu um aviso às potências que ameaçam a estabilidade e a paz na Península Coreana.

"O Exército e o povo da RPDC não podem permanecer de braços cruzados diante da realidade da violação da soberania e dignidadade da nação, e da ameaça aos interesses supremos do país, graças aos Estados Unidos, inimigos jurados do povo coreano, e aos maníacos da confrontação fratricida, horda de traidores sem precedentes", afirma um trecho da nota.

Em seguida, o documento enumera medidas que o Comando Supremo do Exército Popular da Coreia tomará de hoje em diante.

Elas são:

Primeiro, o Comando Supremo do EPC tomará contramedidas fortes e práticas frente aos atos bélicos dos Estados Unidos e de outras forças hostis, como já havia declarado com antecedência.

O coletivo de tropas do fronte e outras unidades das forças terrestres, navais, aéreas e antiaéreas, os destacamentos de mísseis estratégicos, o Exército Vermelho de Camponeses e Operários e a Guarda Vermelha Juvenil entraram em alerta máximo, segundo o plano operacional determinado pelo Comandante Supremo.

"Já que o imperialismo ianque nos invade com armas nucleares, nós também o enfrentaremos com nossos meios diversificados de ataque nuclear, de acordo com nossas necessidades.

Se pressionarmos o botão, as armas serão descarregadas, o que convertirá tudo em um mar de fogo.

Este território não é a Península dos Bálcãs, nem o Iraque, nem a Líbia.

Diferentemente do passado, o exército e o povo da RPDC têm tudo à mão, inclusive armas nucleares pequenas e ligeiras.

Em segundo lugar, tornar-se-a inválido completamente o Acordo de Armistício da Coreia.

O atual exercício de guerra levado pelos imperialistas ianques e os títeres sul-coreanoas, é também a demonstração concreta de um ato destrutivo do presente acordo.

Por isso, o Comando Supremo do EPC invalidará por completo a vigência desse acordo, que mantinha-se formalmente até 11 de março, quando passará à etapa decisiva o tal exercício militar.

Em terceiro lugar, anulará totalmente as atividades da representação do EPC em Phanmunjom, establecida e gernciada temporariamente por nosso exército como mecanismo de negociação para estabelecer um sistema pacífico na Península Coreana.

Desse modo, será tomada a medida de cortar as comunicações telefônicas militares entre RPDC e EUA em Phanmunjom.

Os ianques e seus satélites não devem esquecer nunca de que eles mesmos se encontram na encruzilhada do destino. A vitória final está ao lado do exército e do povo da RPDC, que se levantam em defesa de sua soberania", finaliza o texto.

Com informações da embaixada da RPDC no Brasil e Rádio Internacional da China
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