23 de dezembro de 2012 - 0h00

Os 100 anos de Jorge Amado, Luiz Gonzaga e Nelson Rodrigues

Em 2012, o Brasil comemorou o centenário de grandes homens das artes e da política. Neste ano, os escritores Jorge Amado e Nelson Rodrigues completariam 100 anos, assim como o músico e compositor Luiz Gonzaga. Além deles, também João Amazonas e Maurício Grabóis, ambos líderes do PCdoB, também completariam 100 anos de vida.




Jorge Leal Amado de Faria (Itabuna, 10 de agosto de 1912 – Salvador, 6 de agosto de 2001) foi um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos. Ele é o autor mais adaptado da televisão brasileira com verdadeiros sucessos como Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Teresa Batista Cansada de Guerra, além de Dona Flor e Seus Dois Maridos e Tenda dos Milagres.

A obra literária de Jorge Amado também conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba por todo o Brasil. Seus livros foram traduzidos em 55 países, em 49 idiomas, existindo também exemplares em braille e em fitas gravadas para cegos.

Amado foi superado, em número de vendas, apenas por Paulo Coelho mas, em seu estilo – o romance ficcional –, não há paralelo no Brasil. Em 1994 viu sua obra ser reconhecida com o Prêmio Camões.

Em 1945, foi eleito deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), o que lhe rendeu fortes pressões políticas. Como deputado, foi o autor da emenda que garantiu a liberdade religiosa. Também foi autor da emenda que garantia direitos autorais. Por outro lado, votou a favor da emenda nº 3.165, do deputado carioca Miguel Couto Filho, que proibia a entrada no país de imigrantes japoneses de qualquer idade e de qualquer procedência.

Foi casado com Zélia Gattai, também escritora, que o sucedeu na Academia Brasileira de Letras. Teve três filhos: João Jorge, sociólogo, Paloma, e Eulália.

Jorge Amado morreu aos 88 anos em 6 de agosto de 2001 devido a uma parada cardiorrespitarória.



Luís ‘Lua’ Gonzaga ‘Gonzagão’ do Nascimento (Exu, 13 de dezembro de 1912 – Recife, 2 de agosto de 1989) foi um compositor popular brasileiro, conhecido como o Rei do baião. Foi uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira.

Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, ao resto do país, numa época em que a maioria desconhecia o baião, o xote e o xaxado.

Admirado por grandes músicos, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso, entre outros, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodia e harmonias, ganhou notoriedade com as antológicas canções Baião (1946), Asa Branca (1947), Siridó (1948), Juazeiro (1948), Qui Nem Jiló (1949) e Baião de Dois (1950).

Luís Gonzaga sofreu de osteoporose por anos. Em 2 de agosto de 1989 morreu vítima de parada cardiorrespiratória no Hospital Santa Joana, na capital pernambucana. Foi velado em Juazeiro do Norte e posteriormente sepultado em seu município natal.

Em 2012 foi tema do carnaval da Unidos da Tijuca com o enredo O dia em que toda a realeza desembarcou na avenida para coroar o Rei Luís do sertão, fazendo com que a escola ganhasse o carnaval deste respectivo ano. No mesmo ano foi lançado o filme de Breno Silveira Gonzaga, De Pai Pra Filho, narrando a relação conturbada de Luís com o filho Gonzaguinha. Em três semanas de exibição o filme já tinha alcançado a marca de 1 milhão de espectadores.



Nelson Falcão Rodrigues (Recife, 23 de agosto de 1912 – Rio de Janeiro, 21 de dezembro de 1980) foi um importante jornalista e escritor brasileiro, e tido como o mais influente dramaturgo do Brasil.

Nascido no Recife, Pernambuco, mudou-se em 1916 para a cidade do Rio de Janeiro. Quando maior, trabalhou no jornal A Manhã, de propriedade de seu pai. Foi repórter policial durante longos anos, de onde acumulou uma vasta experiência para escrever suas peças a respeito da sociedade.

Sua primeira peça foi A Mulher sem Pecado, que lhe deu os primeiros sinais de prestígio dentro do cenário teatral. O sucesso mesmo veio com Vestido de Noiva, que trazia, em matéria de teatro, uma renovação nunca vista nos palcos brasileiros.

A consagração se seguiria com vários outros sucessos, transformando-o no grande representante da literatura teatral do seu tempo, apesar de suas peças serem tachadas muitas vezes como obscenas e imorais.

Em 1962, começou a escrever crônicas esportivas, deixando transparecer toda a sua paixão por futebol.

Nos anos 1970, consagrado como jornalista e teatrólogo, a saúde de Nélson começa a decair, por causa de problemas gastroenterológicos e cardíacos de que era portador. O período coincide com os anos da ditadura militar, que Nelson sempre apoiou. Entretanto, seu filho Nelson Rodrigues Filho tornou-se guerrilheiro e passou para a clandestinidade. Nesse período também aconteceu o fim de seu casamento com Elza Bretanha e o início do relacionamento com Lúcia Cruz Lima, com quem teria uma filha, Daniela, nascida com problemas mentais.

Depois do término do relacionamento com Lúcia, Nelson ainda manteria um rápido casamento com sua secretária Helena Maria, antes de reatar seu casamento com Elza. Veio a falecer em 1980, no Rio de Janeiro.

Fonte: Da Redação, com informações do Sinpro-SP e da Wikipédia

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