América Latina

9 de dezembro de 2012 - 8h56

Chávez será submetido a cirurgia; Venezuela pode ter nova eleição


O chefe de Estado, acompanhado pelo vice-presidente Nicolás Maduro e alguns ministros, informou no Palácio Miraflores que partirá para Cuba nesta segunda-feira (10) para ser submetido a um novo tratamento cirúrgico, e expressou que como sempre continua aferrado a Cristo para superar esta nova etapa que a vida lhe apresentou.

Durante seu pronunciamento transmitido em rede nacional de rádio e televisão, o presidente da Venezuela sublinhou que a Revolução Bolivariana não depende de um só homem, já que é um coletivo, e que o povo venezuelano a assumiu como tal.

"Atravessamos etapas, afortunadamente esta Revolução não depende de um só homem, apareceu uma liderança coletiva", acrescentou.

Chávez também fez um chamado pelo fortalecimento da unidade popular e de todas as forças revolucionárias. "Digo isto porque os adversários não descansarão na intriga, sobretudo em circunstâncias como estas. Unidade, unidade. Hoje temos a pátria mais viva do que nunca. Viva a pátria!" – enfatizou.

Emocionado, Chávez fez referência à segurança e à convicção da unidade de todos os patriotas venezuelanos na defesa da pátria e de sua Revolução.

O presidente expressou que nesta nova batalha existem riscos inegáveis e instou o povo a seguir elevando bem alto a bandeira da Revolução Bolivariana e da pátria.

Chávez advertiu para a possibilidade de ocorrer alguma situação que o impeça de continuar exercendo suas atividades como chefe de Estado. Nesse caso, seria obrigatório um novo processo eleitoral para a escolha do presidente. Nessa hipótese, disse Chávez, o vice-presidente Nicolás Maduro seria o candidato da Revolução Bolivariana para dirigir os destinos da pátria de Bolívar junto ao calor do povo.

O mandatário nacional realçou que na Venezuela "Chávez é um grande coletivo", que como na campanha presidencial, "Chávez é o coração do povo".

Chávez manifestou que sua vida foi marcada por “viver em meio a milagres”, como foi a Revolução Bolivariana, que devolveu a independência e a soberania ao povo venezuelano.

O presidente comentou que desde junho de 2011 vem enfrentando este problema de saúde "com muita mística, fé, esperança, com muita dedicação no plano individual e familiar", e inclusive tem "enfrentado manipulações, misérias humanas, mas acima de tudo com a fronte erguida, como nação e como indivíduo".

"Foi tomada a decisão de submeter-me a uma nova intervenção cirúrgica", expressou, depois de recordar que em fevereiro de 2012 tinha sofrido uma recaída que foi enfrentada e superada com êxito.

Chávez explicou que neste momento as dores que sente "são de alguma importância" e estão sendo tratadas com sedativos, como parte da fase pré-operatoria para a próxima intervenção cirúrgica.

O ministro da Comunicação e Informação, Ernesto Villegas, convidou o povo venezuelano a reunir-se neste domingo (9) em todas as praças do país que levam o nome de Simon Bolívar para manifestar solidariedade com o presidente da República, Hugo Chávez.

Agência Venezuelana de Notícias; tradução da Redação do Vermelho



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