Brasil

25 de abril de 2012 - 12h34

CPI do Cachoeira/Demóstenes realiza sua primeira reunião


Presidente Vital do Rêgo (PMDB) e relator Odair Cunha (PT) Presidente Vital do Rêgo (PMDB) e relator Odair Cunha (PT)
A aprovação aconteceu na primeira reunião da Comissão, que foi instalada ontem em sessão conjunta do Congresso Nacional, na qual a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), vice-presidente do Congresso, designou os 16 deputados e 16 senadores que farão parte da comissão.

Na reunião desta quarta-feira, também foi deliberado o envio de requerimentos para a Procuradoria Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) para que ambas enviem documentos relativos a essas duas operações.

O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) foi confirmado como presidente da CPI. Ele foi eleito com um único voto contrário, do deputado Fernando Francischini (PSDB-PR). “É minha intenção dirigir os trabalhos da comissão de maneira isenta, acima de interesses partidários e de grupos”, disse Vital do Rêgo em seu discurso de posse.

O deputado Odair Cunha (PT-MG), designado relator da CPMI, afirmou que todo o trabalho de investigação deve ser iniciado com esses documentos.

Divergência

Uma das primeiras divergências aconteceu quando Parlamentares discordaram sobre a necessidade de criar sub-relatorias. O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) afirmou que a divisão de trabalhos facilitaria as investigações. Ele se contrapôs ao presidente da comissão, senador Vital do Rêgo, e do relator, deputado Odair Cunha, que argumentaram que a existência de sub-relatorias “facilitaria o vazamento” de documentos sigilosos.

Para o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), a divisão de trabalho poderia esvaziar a relatoria de Cunha. “Este não é o momento. Nem discutimos o nosso roteiro de trabalho”, alegou. Segundo Teixeira, a questão poderia ser revista em um segundo momento se o volume de documentos a ser analisado fosse muito grande.

No início dos trabalhos, o deputado licenciado Stepan Nercessian (PPS-RJ) se dispôs a prestar esclarecimentos à CPMI sobre sua relação com Carlinhos Cachoeira. A nota foi lida pelo deputado Rubens Bueno (PPS-PR). Nercessian se licenciou do partido por ter recebido dinheiro emprestado de Cachoeira.

De Brasília, com Agência Câmara


  • VOLTAR
  • IMPRIMIR
  • ENCAMINHAR

Últimas Mais