América Latina

20 de abril de 2012 - 14h45

O salário mínimo da Venezuela é o maior da América Latina


Somado ao beneficio que eles denominam de "aguinaldos”, que representa mais três salários adicionais anuais (também obrigatório), teremos então um salário total anual de 44.962,80 bolívares (10.456,46 dólares anuais). A média de ganho mensal de um trabalhador de salário mínimo na Venezuela a partir de maio será, portanto, de 3.746,9 bolivares (871,37 dólares) – o que representa ser o mais alto da América Latina.

Ressalta-se também que apenas 21% dos trabalhadores assalariados da Venezuela ganham salário mínimo (quatro milhões de trabalhadores) e que nessa ação governamental serão injetados na economia o equivalente a quatro bilhões de dólares anuais (via renda petroleira) o que é algo muito significativo.

Enquanto isso, no Brasil, que tem uma economia 6.5 vezes maior que a Venezuela (medida pelo PIB –Produto Interno Bruto), o salário mínimo tem um valor de 622 reais, ou seja, 8.086 reais anuais (incluindo aí o 13º salário), o que perfaz 4.371 dólares anuais, representando apenas 41% do existente na Venezuela.

Pesquisa feita a nível mundial pelo Gallup traz a surpreendente informação de que a Venezuela é o quinto país mais feliz do mundo. Como essa curiosa pesquisa foi realizada por uma instituição dos Estados Unidos e que coloca o próprio país em 12º lugar, pode ser algo significativo, já que mostra o estado de ânimo da população nos dois países (nos Estados Unidos envolto em crise econômica, desemprego, guerras etc., etc.; e na Venezuela, funcionando a todo vapor as políticas públicas de distribuição de renda, envolta por uma revolução que tem um nítido caráter antineoliberal e pro-socialista e com uma liderança política que tem grande apoio popular).

Na Venezuela, a alta estima do povo caminha a todo o vapor - fato esse que por si só contribui para o desenvolvimento socioeconômico do país. Distribuir renda para as maiorias populacionais e gradualmente acabar com as injustiças sociais é possível, bastando para isso que haja decisão política arrojada por parte dos governantes que deverá sempre estar respaldada pelo poder popular inserido numa democracia participativa e protagonista. E nessa perspectiva a Venezuela tem muito que ensinar aos grandes países da América Latina (Brasil, México e Argentina).

Fonte: Adital


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