Brasil

5 de outubro de 2011 - 10h54

Manuela mantém texto sobre sexualidade no Estatuto da Juventude


Agência Câmara
Manuela ressaltou que o principal ponto do estatuto é o que trata da gestão de recursos para políticas específicas para juventude.

Os evangélicos querem retirar da proposta as questões ligadas ao direito à igualdade na orientação sexual, à inclusão de temas relacionados à sexualidade nos conteúdos escolares e a previsão de respeito e reconhecimento à orientação sexual de cada um.

Manuela disse que os deputados descontentes podem pedir a votação em separado desses artigos para que o Plenário decida no voto se ele fica ou não. “Esse texto não é meu, é um texto aprovado em uma comissão especial, eu não posso retirar artigos”, afirmou.

Ela também criticou a avaliação de que os parlamentares não tiveram tempo para conhecer o texto. “Esse projeto é fruto de uma comissão que funcionou por duas legislaturas. Quem não leu o projeto teve bastante tempo para ler, não é?”

O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), integrante da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, disse que os parlamentares evangélicos travam uma “perseguição deliberada contra os direitos homossexuais”. Ele considerou “lamentável” que a bancada recorra mais uma vez a esse expediente “para adiar a votação de um projeto importante para a juventude brasileira”.

Manuela d’Ávila ressaltou ainda que o principal ponto do estatuto é a criação do Sistema Nacional da Juventude, que trata da gestão de recursos para políticas específicas. “Para além da sistematização de direitos e deveres, o estatuto torna as políticas da juventude uma questão de Estado, com um sistema próprio e com recursos próprios”, destacou.

Integrantes da frente evangélica se reuniram na noite de ontem para analisar o estatuto e tratar estratégias para a votação desta quarta. O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) propôs a retirada da palavra “reconhecer” do texto do projeto. O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO), é quem e queixa do tempo para discussão da matéria.

“Não pode ocorrer a inclusão na pauta de matérias dessa importância sem que ninguém tenha conhecimento”, reclamou

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ)se uniu ao grupo para criticar a previsão de conteúdos sexuais na escola. “Esqueçam os currículos, deixem a educação sexual para os pais.” Ele também disse que a proposta vai “incluir casais homossexuais dentro da normalidade para transformar jovens em homossexuais”.

De Brasília
Márcia Xavier
Com Agência Câmara


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