Mundo

26 de abril de 2006 - 11h33

China, Rússia e países da Ásia Central marcam exercício conjunto


A China, a Rússia e quatro países da Ásia Central acertaram nesta quarta-feira a realização de exercícios militares em 2007, no mais recente passo adotado pelo grupo para reforçar sua segurança sobre a região.

Os seis países membros da Organização de Cooperação de Xangai (SCO) anunciaram os exercícios, a serem realizados na Rússia, após um encontro de um dia do qual participaram ministros de Defesa e que aconteceu em Pequim.

A SCO é composta pelas Repúblicas do Cazaquistão, do Quirguistão, do Tadjiquistão e do Uzbequistão, além das potências regionais China e Rússia. A Mongólia, o Paquistão, a Índia e o Irã são países observadores nos encontros da SCO.

Fundado em 2001, a partir de uma associação criada em 1996, o grupo é considerado como um contrapeso à influência americana na região, embora a SCO não seja considerada bloco militar ou político.

"Usar armas para enfrentar os terroristas não é algo dirigido contra qualquer outro país. Trata-se de manter a paz e a estabilidade regionais", disse o ministro do Exterior Serguei Ivanov, em uma entrevista coletiva, durante os exercícios.

"A SCO não é uma aliança militar. Mas, segundo seus estatutos, o grupo tem o direito de usar armas para reagir a qualquer ameaça, entre as quais o terrorismo."

Para o governo chinês, a SCO é um veículo capaz de aumentar ainda mais sua segurança sem entrar em rota de colisão com a Rússia, até o momento a maior potência da região.

Os interesses estratégicos da China na Ásia Central também abrangem o setor energético. A região tem a cada ano um volume cada vez maior de comércio e é a fonte petróleo e gás natural.

Os países membros da SCO, com a exceção do Uzbequistão, participaram de exercícios militares conjuntos em 2003, na região de Xinjiang (noroeste da China) e no Cazaquistão. Essas operações também foram classificadas de exercícios "antiterror",

A China e a Rússia realizaram exercícios conjuntos em território chinês, em abril último. Essa foi a primeira vez em que os dois países cooperaram em uma escala significativa desde a Guerra da Coréia, nos anos 50.

Com agências internacionais


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