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perspectivas para a esquerda em SP
Mais
de 200 candidatos a vereador pelo PCdoB na Bahia PCdoB
potiguar quer ampliar representação Fora FHC é a coligação de esquerda em Teresina Objetivos dos comunistas em Santa Catarina Campanha agitada em Pernambuco 13 pontos para uma vida melhor UJS apresenta propostas para programa de governo de Tarso
Boas perspectivas para a esquerda em SP CLÁUDIO GONZALEZ Além da capital paulista, candidatos de esquerda lideram nas pesquisas de intenção de voto em cidades importantes como Santos, Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Mauá, Bauru, Diadema, Santo André. O processo de conferências do PCdoB no Estado de São Paulo mobilizou 5.592 militantes. Em 1999 foram cerca de 4.800 e em 97, ano da conferência do 9º Congresso, foram mobilizados 4.192 filiados. Isso mostra um ascenso gradativo e contínuo na capacidade de envolvimento do coletivo partidário em processos desse tipo. Foram consolidados 333 organismos de base em 58 municípios dos 116 que realizaram conferências. Na maioria das cidades seguiu-se a tática de concentração e coligação, buscando lançar apenas as candidaturas com maiores possibilidades de eleição. Em 1996, o PCdoB elegeu 12 vereadores no Estado. Segundo Jairo José, secretário de Organização do Partido, "os militantes precisam pôr a campanha nas ruas, produzindo atividades que contribuam para a sua politização, sem artificialismo, vinculando a batalha eleitoral com as lutas sociais e as mobilizações dos trabalhadores. Isso sem descuidar do necessário avanço em nossa estruturação durante a campanha, procurando aglutinar setores envolvidos e novos militantes." O desgaste das forças políticas de direita no Estado deu um novo fôlego para a oposição. Candidaturas de esquerda vêm conquistando a simpatia do eleitorado graças às experiências positivas de administrações atuais e passadas em cidades como Santos, Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Bauru, Diadema, Mauá, Santo André, São Paulo. A capital é responsável por US$ 107 bilhões do PIB nacional (1996), com uma renda per capita de 10 mil dólares anuais e uma concentração industrial que representa 57% do Estado (78,7% das de alta tecnologia), cerca de 10 milhões de habitantes e o terceiro orçamento do país. Em 8 anos de governo, Paulo Maluf e Celso Pitta triplicaram a dívida da cidade. São Paulo deve hoje R$ 16 bilhões, mais de duas vezes o orçamento municipal, que é de R$ 7 bilhões ao ano. O PCdoB e o PT se uniram na eleição em apoio à candidatura de Marta Suplicy para a Prefeitura. São os dois mais fortes e atuantes partidos de esquerda na cidade. Representam o que de mais expressivo e avançado existe na capital em termos de luta social organizada junto aos trabalhadores, aos movimentos populares, à juventude e à intelectualidade. A candidatura de Marta possui alta capacidade de ampliação para os setores democráticos. Na pesquisa feita pelo Datafolha, ela aparece na frente dos demais candidatos em todos os bairros. Para Walter Sorrentino, presidente estadual do PCdoB, "quem pode sustentar uma renovação – política, administrativa, social e cultural – na cidade são as forças de esquerda, cuja base social é não só o movimento popular, mas também os setores médios, técnicos e produtivos. São os que almejam uma São Paulo melhor para se viver e conviver, trabalhar e divertir-se, progredir – enfim, ter qualidade de vida." A candidatura da ex-prefeita Luiza Erundina (PSB) vem se mantendo em empate técnico com Paulo Maluf no segundo lugar das pesquisas e busca se legitimar como representante das forças progressistas. Para isso foi buscar o apoio do PDT e do PPS. Mas, por outro lado, costura alianças à direita numa tentativa de ocupar o espaço dos tucanos, já que o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin (que está coligado com o PTB e outros partidos menores) não consegue decolar devido ao grande desgaste de Covas e FHC, que são seus principais "cabos eleitorais". As forças de direita se apresentam com as candidaturas de Maluf, pelo PPB, e do senador Romeu Tuma, pelo PFL (coligado com o PMDB). Ambos apelam para a preocupação número um dos paulistanos: a segurança. Campanha
pega ritmo em Minas Em Minas Gerais prevaleceram acordos de coligações favoráveis para o PCdoB. Foram lançados 173 candidatos a vereador, em 50 municípios de todas as regiões do Estado (em 1996 foram 75 candidatos em 42 municípios). As conferências municipais reuniram 2.246 militantes, um acréscimo de 66,4% ao processo passado. Os comunistas estão com um candidato a prefeito e um a vice. A maioria das coligações foram efetivadas com os partidos que compuseram a Frente Brasil Popular em 89 (PT, PSB, PV). Em 1996 o Partido elegeu 10 vereadores. A meta agora é dobrar essa bancada. Campanha começou Os candidatos do Partido estão prio-rizando visitas a apoiadores e os lançamentos das candidaturas em categorias e em setores sociais. No geral os lançamentos têm sido massivos e com boa representatividade política, como ocorreu em Belo Horizonte, Betim, Contagem, Lavras, Montes Claros, Uberlândia e Uberaba. Em Belo Horizonte a campanha apresenta quatro candidaturas majoritárias principais: Célio de Castro (PSB, PT, PCdoB, PCB, PPS, PAN, PTdoB, PTN, PSC), João Leite (PSDB), Cabo Júlio (PL, PFL) e Maria Elvira (PMDB, PDT). Na capital a coligação proporcional do PCdoB é com o PSB e PCB, tendo sido lançado 11 candidatos a vereador, criando-se condições reais para a reeleição de Jô Moraes e Paulão – parlamentares que conquistaram prestígio e respeito pelas suas atuações em defesa dos trabalhadores e do Brasil. *secretário
de Organização
Mais
de 200 candidatos a vereador pelo PCdoB na Bahia O
PCdoB na Bahia escolheu, em 108 conferências municipais, mais de
200 candidatos a vereador, pelo menos três candidatos a prefeito
e quatro a vice. O Partido tem candidatos em todos os municípios
com mais de 100 mil eleitores e em quase todos com mais de 50 mil. Em
relação às eleições municipais passadas,
quase dobrou o número de candidatos e cresceu em mais de 50% quanto
ao número de municípios em que concorrerá. Camaçari e Lauro de Freitas são destaque Mais de 30 filiados e delegados participaram, no último dia 22, da Conferência Municipal do PCdoB em Camaçari, incluindo 12 pessoas do povoado de Areias. Entre outras deliberações, o encontro decidiu pela criação do Distrital da Orla naquela localidade, dirigido por Nivaldo (Ninho), que será também o coordenador do Partido na campanha de Jacques Wagner na região da orla de Camaçari. A Conferência homologou o apoio à candidatura de Wagner para prefeito e de Margarida Santos e Edésio Lima a vereadores. A Conferência de Camaçari também elegeu o novo Comitê Municipal, que tem Margarida como presidente, Joelson Macedo como secretário de organização e Gerônimo Lima como tesoureiro, entre outros. Em Lauro de Freitas a Conferência Municipal teve a presença de cerca de 50 pessoas, em sua maioria da juventude. O encontro contou com a participação dos candidatos a prefeito e vice-prefeito pela Frente União Popular (PT, PCdoB e PCB), respectivamente Vivaldo Pereira e Ápio Vinagre. Foi definido o lançamento da candidatura a vereador do aeroviário e estudante Milton Muniz da Silva. O principal candidato a prefeito pelo PCdoB na Bahia é professor, assessor parlamentar, empresário na área cultural e radialista no município de Guanambi, Paulo Costa. Ele iniciou sua militância no movimento estudantil secundarista em Salvador e preside o Comitê Municipal de Guanambi há várias gestões, além de ser membro do Comitê Estadual. Foi vereador por dois mandatos, sendo um dos parlamentares mais atuantes da cidade, além de presidir por duas vezes a Uvermig, União de Vereadores da Região de Guanambi, e de ter sido candidato a vice-prefeito nas últimas eleições. Defesa da saúde, educação, agricultura, cultura, do emprego e o incentivo ao comércio e pequenas e médias empresas são algumas das iniciativas que serão incluídas na campanha de Paulo Costa. O candidato tem bom relacionamento com setores como o de juventude, comércio, professores e bancários. Paulo é candidato a prefeito pela coligação Renova Guanambi (PCdoB/PT/PSB), que tem o dr. Luia como candidato a vice.
Luiz Carlos Antero*
Cidade insubmissa Historicamente, antes mesmo do golpe militar de 1964, a esquerda disputava com destaque as eleições em Fortaleza. Depois da administração da ex-prefeita Maria Luiza Fontenele, eleita em 1985 pelo PT, a coligação PDT-PC do B foi derrotada numa eleição fraudada em 1988, favorecendo a dupla Ciro Gomes-Juraci Magalhães, ambos então do PMDB, com o apoio de Tasso Jereissati. Ciro não pôde votar em si mesmo, pois seu registro eleitoral era de Sobral... O movimento oposicionista Fortaleza sim, Cambeba não desgastou o autoritário e neoliberal Tasso. O candidato do PDT-PC do B, Edson Silva, perdeu por cerca de 5 mil votos (0,7%). Firmou-se a convicção de que a união das esquerdas teria assegurado a vitória. Juraci assumiu a prefeitura com a desincompatibilização de Ciro para a disputa do governo estadual, permanecendo até 1992, quando fez seu sucessor, o hoje deputado federal Antônio Cambraia. O candidato de Tasso e Ciro, Assis Machado, mesmo navegando numa campanha arquimilionária, foi fragorosamente derrotado. Bons antecedentes Em 1996, Juraci voltou ao Paço Municipal e Inácio Arruda, candidato da esquerda, foi o segundo colocado, com o dobro dos votos da candidata de Tasso e Ciro, Socorro França, pelo PSDB. Agora, a esquerda se prepara para valorizar sua posição na preferência do eleitorado, confirmada pela vitória de Lula em Fortaleza, em 1998, batendo Ciro e Fernando Henrique, além da consagração de Inácio (novamente) como o parlamentar mais sufragado na capital e no Estado. Uma forte tendência se impõe em Fortaleza: a rejeição a um candidato de Tasso e Ciro, devido à impopularidade da política tucana. Mesmo com limitados recursos financeiros, a candidatura de Inácio está tecnicamente empatada no segundo lugar com o atual prefeito Juraci. O início do horário gratuito de rádio e TV promete aquecer o panorama político a favor da Frente, com o apelo às mobilizações dirigido às classes e camadas que tradicionalmente vão às ruas para eleger os candidatos populares. Esta nova situação é favorecida inclusive pela maior densidade de Inácio entre os setores que formam opinião e apostam na sua presença e vitória na disputa do segundo turno, no dia 29 de outubro. Ganhando o interior De acordo com o presidente regional do PCdoB e coordenador da campanha, Carlos Augusto Diógenes, o desempenho positivo da candidatura de Inácio em Fortaleza influirá nas sucessões municipais da região metropolitana e do interior cearense. O PC do B tem 158 candidatos a vereador em 52 municípios, quatro candidatos a prefeito e um a vice, após realizar 57 conferências municipais. É considerada como possibilidade efetiva a eleição de 28 vereadores em 26 municípios, notadamente nos maiores centros regionais, a exemplo de Iguatu, Crato, Juazeiro, Aracati, Quixadá, Sobral, Itapipoca, Canindé, Caucaia e Maracanaú. Entre as tarefas mais gerais colocadas para o Estado como um todo, estão: 1) a máxima politização da campanha em torno de temas como saúde, educação, cortes orçamentários etc.; 2) a ênfase no combate à corrupção, associando os desvios do FUNDEF às revelações em torno de Eduardo Jorge, secretário particular do presidente; 3) a vinculação da campanha com as lutas sociais, elegendo em cada localidade uma bandeira de apelo popular; 4) medidas organizativas de comitês num nível mais amplo que o da estrutura partidária, preparação intensa de material de propaganda, multiplicação de pequenas reuniões que se reproduzem e a amarração do voto, ensinando inclusive a votar. *colaborou Inácio Carvalho
PCdoB potiguar quer ampliar representação Jóis
Alberto e Três candidatos do PCdoB – o petroleiro George Câmara; o atual vereador Juliano Siqueira e a operária têxtil Francisca Elpídeo – concorrem a vagas na Câmara Municipal de Natal, nas próximas eleições. Os comunistas apóiam Fátima Bezerra (PT) para prefeita e Leonardo Arruda (PDT) para vice, numa coligação que reúne também o PCB, PHS e PTdoB. Em Natal, esses dois últimos partidos formam outra coligação com o PCdoB e PDT nas eleições proporcionais. No Rio Grande do Norte o PCdoB conta com cinco vereadores, e está lançando 34 candidatos em 18 municípios, com expectativas eleitorais mais sólidas em oito cidades. Em Mossoró – a segunda maior cidade do RN – e em Caraúbas o Partido indicou candidatos a vice-prefeito. Na avaliação do presidente do PC do B natalense, José de Anchieta Ferreira Lopes, coligando-se a facções menores, como o PHS e PTdoB, o Partido construiu uma alternativa mais adequada aos objetivos de manter a vaga na Câmara Municipal. Há grandes possibilidades de se conquistar uma segunda vaga. O Partido aprovou a tática de concentrar esforços na candidatura do sindicalista George. George Câmara tornou-se conhecido como combativo dirigente sindical e, posteriormente, como candidato a vice-prefeito de Natal, ao lado de Fátima Bezerra, compondo a chapa da Frente Popular em1996. Dois anos depois, obteve expressiva votação como candidato a deputado estadual. Atualmente, George, advogado, é diretor licenciado do Sindipetro/RN. A candidata Francisca Elpídeo foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Têxtil. Disputa para prefeito Sete candidatos concorrem a prefeito de Natal, dos quais os mais cotados, pelas atuais pesquisas, são Wilma de Faria (PSB/PMDB/PPB/PPS/PMN/PV/PL/PAM/PSD), Fátima Bezerra (PT/PDT/PCdoB/PCB/PT do B/PHS) e Sonali Rosado (PSDB/PFL/PTB). Além dos problemas característicos de uma gestão municipal deficiente, a Frente Popular também trabalha com inevitável desgaste que a atual prefeita deverá enfrentar por ser a candidata dos aliados do governo neoliberal de FHC, dentre eles o governador Garibaldi Filho, do PMDB. O vice de Vilma, Carlos Eduardo Alves, é primo de Garibaldi, e até maio passado era secretário estadual do Trabalho, da Justiça e da Cidadania.
Eron é a oposição de verdade em Manaus Mesmo enfrentando a oligarquia comandada pelo governador Amazonino Mendes (PFL), senador Gilberto Mestrinho (PMDB) e o líder do governo no Congresso Nacional, deputado Artur Neto (PSDB), o PCdoB investe na possibilidade de ampliar sua contribuição para a melhoria da qualidade política e administrativa no Amazonas. O PCdoB é o maior partido de esquerda no Amazonas. Tem representante na Câmara Federal, Assembléia Legislativa e Câmaras Municipais. Seus militantes, organizados na Corrente Sindical Classista, dirigem mais de 60% dos sindicatos filiados à CUT no Estado.
A proposta de mudança na forma de administrar ressalta que o Amazonas se tornará cada vez mais inviável se continuar sob a administração do grupo político comandado por Amazonino Mendes/ Gilberto Mestrinho/Artur Neto. Os números mostram que nos últimos 20 anos, período em que vem sendo administrado por esse grupo, todos os indicadores sociais sofreram redução, apesar do aumento da arrecadação. Eron Bezerra vem explicando que essa deformação decorre da incompetência administrativa, associada a uma prática de corrupção sistemática e elevada dose de aventureirismo, o que, segundo ele, tem impossibilitado a utilização dos recursos públicos na execução de um projeto de desenvolvimento econômico e social de Estado, ao mesmo tempo em que concentra renda nas mãos de amigos do poder e promove a exclusão social. Para atender suas necessidades de sugar cada vez mais os recursos públicos em benefício próprios, o grupo, que hoje tem Alfredo Nascimento como testa-de-ferro na Prefeitura de Manaus, deixa inclusive de cumprir a Constituição. "A lei são seus interesses próprios e não a melhoria da qualidade de vida da população", afirma Eron Bezerra, destacando que essa prática gerou o descrédito na sociedade e "agora eles tentam reverter essa rejeição registrando programa de governo em Cartório, divulgando pesquisas com resultados irreais e fazendo promessas que já demonstraram ser incapazes de cumprir". Para Eron Bezerra, o povo quer mudança e "nós estamos aqui para oferecer essa alternativa de mudar efetivamente a forma de administrar a cidade, adotando o princípio da transparência, planejamento, participação popular e desconcentração da renda". A novidade da eleição É a primeira vez que os comunistas apresentam nome para a disputa majoritária. O PCdoB é o único segmento a fazer oposição a FHC, Amazonino Mendes e Alfredo Nascimento e, apesar de contar unicamente com a participação do recém organizado PCB na coligação Oposição Pra Valer, vem ocupando sistematicamente a cidade, divulgando as propostas que Eron Bezerra levará à Prefeitura de Manaus e buscando a eleição de bancada expressiva de vereadores. Todos os bairros de Manaus já foram visitados por Eron Bezerra e os candidatos a vereadores, sendo sempre recebido com carinho. A campanha da coligação Oposição Pra Valer se enraizou rapidamente pela cidade, como resultado da soma do reconhecimento do trabalho do Partido com a disposição de mudança do povo, que não aceita mais a corrupção e dos desmandos administrativos, o que deixa evidente a certeza de que está muito próximo o fim do poder para aqueles que vivem da miséria do povo. esmo enfrentando a oligarquia comandada pelo governador Amazonino Mendes (PFL), senador Gilberto Mestrinho (PMDB) e o líder do governo no Congresso Nacional, deputado Artur Neto (PSDB), o PCdoB investe na possibilidade de ampliar sua contribuição para a melhoria da qualidade política e administrativa no Amazonas. O PCdoB é o maior partido de esquerda no Amazonas. Tem representante na Câmara Federal, Assembléia Legislativa e Câmaras Municipais. Seus militantes, organizados na Corrente Sindical Classista, dirigem mais de 60% dos sindicatos filiados à CUT no Estado. Em Manaus, o PCdoB investe na ampliação de sua bancada na Câmara Municipal e na disputa pela Prefeitura. Seu candidato, o deputado Eron Bezerra, representa a única oposição ao governo do presidente FHC, ao governo do Estado e ao prefeito. O Partido avalia que elegerá vereadores em Carauari, Eirunepé, Envira, Lábrea, Novo Aripuanã, Nova Olinda do Norte, Benjamin Constant, Atalaia do Norte, Tefé, Codajás, Manacapuru, Careiro, Itacoatiara, Urucurituba, São Gabriel da Cachoeira e Manaus. Há possibilidade de eleger vice-prefeitos em Eirunepé, Urucurituba e Tefé. A proposta de mudança na forma de administrar ressalta que o Amazonas se tornará cada vez mais inviável se continuar sob a administração do grupo político comandado por Amazonino Mendes/ Gilberto Mestrinho/Artur Neto. Os números mostram que nos últimos 20 anos, período em que vem sendo administrado por esse grupo, todos os indicadores sociais sofreram redução, apesar do aumento da arrecadação. Eron Bezerra vem explicando que essa deformação decorre da incompetência administrativa, associada a uma prática de corrupção sistemática e elevada dose de aventureirismo, o que, segundo ele, tem impossibilitado a utilização dos recursos públicos na execução de um projeto de desenvolvimento econômico e social de Estado, ao mesmo tempo em que concentra renda nas mãos de amigos do poder e promove a exclusão social. Para atender suas necessidades de sugar cada vez mais os recursos públicos em benefício próprios, o grupo, que hoje tem Alfredo Nascimento como testa-de-ferro na Prefeitura de Manaus, deixa inclusive de cumprir a Constituição. "A lei são seus interesses próprios e não a melhoria da qualidade de vida da população", afirma Eron Bezerra, destacando que essa prática gerou o descrédito na sociedade e "agora eles tentam reverter essa rejeição registrando programa de governo em Cartório, divulgando pesquisas com resultados irreais e fazendo promessas que já demonstraram ser incapazes de cumprir". Para Eron Bezerra, o povo quer mudança e "nós estamos aqui para oferecer essa alternativa de mudar efetivamente a forma de administrar a cidade, adotando o princípio da transparência, planejamento, participação popular e desconcentração da renda". Fora FHC é a coligação de esquerda em Teresina
O
Partido lançou, na capital, cinco candidatos a vereador: Bolinha
é líder comunitário e presidente da Associação
dos Moradores do bairro Bela Vista; Teresinha é presidente da Associação
dos Moradores da Vila São Francisco Norte; Zé Bidoga é
atuante no esporte amador; professor Soares é ecologista e presidente
da Fundação Rio Parnaíba, e Anselmo Dias, que já
é vereador – ele se tornou uma personalidade política de
Teresina, extrapolando os limites do Grande Itararé, região
onde iniciou sua trajetória. O PCdoB tem cinco vereadores no Estado
e pretende eleger entre 10 a 15 novos parlamentares. Na Paraíba os comunistas lançaram candidatos a vereador nos municípios de João Pessoa, Campina Grande, Patos, Condado, Bayeux, Itabaiana, Cajazeiras e Cabedelo, e pretendem a reeleição dos dois vereadores da cidade de Malta, no alto sertão. Em João Pessoa o PCdoB fechou coligação com o PT, que tem como candidato a prefeito o deputado estadual Luiz Couto. Para vereador, os comunistas estão indicando o nome do ex-deputado e atual presidente do Partido, Simão Almeida – a meta é conseguir 4 mil votos e, para isso, os militantes andam com a "cartela do voto amarrado" cadastrando os eleitores no sentido de torná-lo campeão de votos da coligação. Em Campina Grande os comunistas estão coligados com o PMDB e PT, que têm como candidato a reeleição o atual prefeito, Cássio Cunha Lima, e a vereadora petista Cozete Barbosa como vice-prefeita. Para vereador, o PCdoB apresenta o sindicalista Valtecio Brandão. Reeleger os vereadores em Malta, Joselito Bandeira e Carlos de Lima, é um desafio importante para o Partido. Em Patos, a maior cidade do sertão, o Partido apresenta a candidatura do líder popular e sindical José Gonçalves, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais e da União Patoense das Associações Comunitárias. Já em Condado, a candidata a vereadora dos comunistas é Maria Rita, ex-secretária de Saúde do município, com larga atuação também no magistério. Outra candidatura que os comunistas estão empenhados em eleger como vereador é líder estudantil Alberto Rocha, o "Cenec", que concorre em Bayeux. Foram lançados candidatos a vereadores em Itabaiana, o professor Alex Alves, e o funcionário público Antônio Humberto; em Cajazeiras o líder estudantil Osvaldo Moésia e a enfermeira Ziza, e na cidade portuária de Cabedelo, Carlos Félix.
Objetivos dos comunistas em Santa Catarina O PCdoB apresentou candidatos em 16 municípios catarinenses, sendo três candidatos a vice-prefeito (em Florianópolis, São José e Palhoça) e 23 candidatos a vereador, nas cidades de Florianópolis, Rio do Sul, Blumenau, Criciúma, Itajaí, Chapecó, Herval do Oeste, Lages, Paraíso, São José, Tubarão, Içara, Joinville, São Miguel do Oeste, Xanxerê e Palhoça. "Somente teremos êxito na campanha eleitoral deste ano se fizermos uma ligação das políticas locais com a política nacional implementada, tendo a sensibilidade para transformar nossa influência política em organização partidária", afirma o presidente do PCdoB, João Ghizoni.
Em Tocantins o PCdoB participa das campanhas na capital, Palmas (coligação PPS, PDT, PCdoB, PST), em Gurupi (coligação PDT e PCdoB) onde apresentou o candidato a vereador Luís Armando, e em Guaraí (coligação PPS e PCdoB). Em Roraima o PCdoB lançou a candidatura da professora France para vereadora na capital, Boa Vista. France é professora da Universidade Federal de Rorai-ma. Em Boa Vista concorrem quatro coligações e um partido que sai só. A coligação Mudar é Preciso é composta pelo PPS, PCdoB e PT, tendo como candidato a prefeito o deputado federal Airton Cascavel. O governador Neudo Campos apóia Carlos Coelho, numa coligação com PPB, PFL, PDT, PST, PSL, PAN, PTN, Prona d PSD. O atual prefeito, Ottomar Pinto, é candidato à reeleição pelo PTB, PMBD, PL, PSDC, PGT e PTdoB. A ex-prefeita Teresa Jucá concorre pelo PSDB, PSB, PV e PSC. Por último o PCO lançou o professor Leopoldo como candidato, com apoio do PSTU.
Campanha agitada em Pernambuco TuCa Siqueira O presidente de honra do PT, Luís Inácio Lula da Silva, esteve dia 19 de julho em Recife e Olinda para manifestar apoio às candidaturas de João Paulo (PT) e Luciana Santos (PCdoB). Lula também visitou Jaboatão, Camaragibe e Cabo, para participar de atividades das campanhas de Paulo Rubem, Paulo Santana e Elias Gomes. "Acredito que a eleição de Luciana e João Paulo é a única e melhor oportunidade de modernizar Olinda e Recife. As cidades ficarão mais limpas e bonitas. Eleger esses dois candidatos significa garantir prefeituras governadas com respeito ao povo. Ou seja, o dinheiro do povo para o povo, em forma de benefício", afirmou Lula. João Paulo (PT) e Luciano Siqueira (PCdoB), candidatos à prefeitura do Recife pela Frente de Esquerda, realizaram uma série de visitas a entidades e instituições. Na Ordem dos Advogados do Brasil os candidatos foram recebidos pelo presidente, Aloisio Xavier, com quem discutiram alternativas de parceria entre a instituição e a prefeitura no enfrentamento da violência urbana e na defesa dos direitos humanos. Eles também estiveram no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura. Conversaram com o engenheiro Telga Araújo, presidente da entidade, acerca de problemas estruturais da cidade – como transporte, saneamento e meio ambiente, proteção dos morros e encostas, ocupação do solo urbano e déficit habitacional.
13 pontos para uma vida melhor Esse é o título do documento preliminar sobre as propostas de governo da Frente de Esquerda para o Recife. "Seremos um governo de resistência às políticas neoliberais em nosso país; governaremos de forma democrática e participativa; as políticas públicas, no nosso governo, buscarão a construção de uma cidade fisicamente organizada, economicamente sustentável e socialmente justa", destacam João Paulo e Luciano Siqueira, na introdução do documento. Os 13 pontos abordados no projeto são:
UJS apresenta propostas para programa de governo de Tarso O
candidato à Prefeitura de Porto Alegre pela Frente Popular,
Tarso Genro, recebeu dia 25 propostas da União da A questão mais discutida foi a saúde, no qual foi proposto a criação de um centro público de orientação, proteção e recuperação de jovens usuários de drogas e ainda o desenvolvimento de programas preventivos contra a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis. Os jovens pediram, também, garantias de assistência e de combate à discriminação aos soropositivos. Tarso enfatizou que as manifestações juvenis compõem a estruturação de um sujeito transformador: "O jovem é o presente e o futuro que não podem ser esquecidos pela sociedade". O presidente da UJS, Orlando Silva Júnior, falou da importância da mobilização política: "O jovem representa a classe dos futuros trabalhadores e suas iniciativas na batalha democrática são decisivas para a nação", afirmou. Estavam presentes no encontro o presidente municipal do PT, Waldir Bohn Gass; o presidente municipal do PCdoB, João Luís; o presidente estadual da UJS, Vinícius Puhl; e representantes do movimento Hip Hop e dos skatistas da capital |